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Frase de Múcio Bruck

O Tempo e a Realidade... O tempo não me foi um bom conselheiro Sequer companheiro fiel Não baniu lembranças de dores Não suprimiu gostos de fel Não curou férreas feridas Nem estancou saneamento Teimosos e incessantes Que emudeceram minh'alma O tempo não fez sumir cicatrizes Restadas das batalhas insanas Nas noites de razões equivocadas Fiadas em falas de um frágil amor O tempo, converteu minutos em dias Que trouxeram brisas e temporais Num ciclo de encontro e despedida Nos segredos de flor desmedida Cego e poderoso como um raio O tempo riscou minha vida Ascendendo no céu de minha paixão Uma estrela de ensinar a dizer não

Múcio Bruck

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Pensador.com

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"Dois Mundos... "Não te esqueça que vivo No silêncio que me toma
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"Dois Mundos... "Não te esqueça que vivo No silêncio que me toma Meu universo é só meu E você, o sonho que aconteceu Uma presença amada Que me abriu horizontes Que não trás a ansiedades Dos aventureiros viajantes Me tirando das mesmices Que as rotinas de meus dias Vindos e se apresentando sem modéstia Vezes em tristezas... ou alegrias Ser mouco não é nenhum castigo Não machuca e nem altera realidades Trás quereres e desejos de viver Pois é no silêncio que ouço tuas verdades

Segredos de Cais... O tempo é um bom conselheiro Cuida de ser um companheiro fiel
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Segredos de Cais... O tempo é um bom conselheiro Cuida de ser um companheiro fiel Não bane boas lembranças Suprime, sem temor, gostos de fel Cura e cicatriza férreas feridas Nem se manifesta ante o pranto Que requer rolar, mesmo que incessante Pois as lágrimas, mesmo mudas, amadurecem O tempo não faz sumir cicatrizes Restadas de batalhas insanas Nas noites de razões que resgata Fiando em falas de amores febris O tempo, converteu minutos em dias Rasgando brisas e temporais Num ciclo de encontro e despedida Desses que silentes, guardam segredos de cais desmedida Cego e poderoso como um raio O tempo riscou minha vida Ascendendo no céu de minha paixão Uma estrela de ensinar a dizer não

Segredos da Alma... Dona dos olhos que emanam luz Tez clara, jeito sóbrio e sereno
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Segredos da Alma... Dona dos olhos que emanam luz Tez clara, jeito sóbrio e sereno De mulher sempre bem vinda Onde chega e razão dos lamentos ao sair Mulher que trás no peito materno Um coração que derrama temporais de bem Voz que cativa, não pelo tom, mas pela fala Que sempre surpreende e me abala Dona de meus sentimentos libertos Que não conhecem amarras nem silêncios Somente entregas e quereres Que silentes, a ti pertencem Senhora do tempo passante Décadas de ferrenha distância Que impediu voltarmos Naquela esquina onde anoitecendo Eu, inda vagando pela adolescência Sem noção, leigo de valores Flexado pelo arruinante ciúme Não me dei conta de dar-lhe flores E a vida seguiu seu rumo O tempo foi o carrasco das memórias E a consciência vilã de meus enganos Impôs a minh'alma, incuráveis danos

Jardim de Luz... Meu jardim, apaixonado jardim Chegou em minha casa
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Jardim de Luz... Meu jardim, apaixonado jardim Chegou em minha casa Vindo de trem de algum lugar De um rincão ou de uma ribeira sem fim Dele, brotavam versos Construindo silenciosas poesias Como embarcá-lo de volta Se nem sei onde nasceu e floresceu Sem cor, sem flor, sábio das coisas do amor Se admirava com si e as estrelas Que flutuavam no negro que foi azul Quantas vozes ouviu em cada morada Quantas vezes se apaixonou Se deleitando no arrepio do vento vindo do sul Nada era longe, nem roça nem céu Não conhecia geleiras ou fogueiras Não temia o que sabia e nem o que desconhecia Era jardim de alma alva Dessas que floresce luz em sua raiz