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Frase de Aline Mariz

Pra te lembrar Daqui eu consigo ouvir O som que vem lá de fora: É o céu que muda de cor De acordo com a música que toca No meu interior É a música que eu fiz pra você Mas você não precisa saber Ela não é sua, nem nunca foi Não fala de nós, muito menos sobre os dois Não chama teu nome nas entrelinhas Nem pede pra você voltar É só mais uma canção Que toca ao som do coração Num ritmo (des)ritmado E num balanço desengonçado É só mais uma canção Dessas que não têm razão Dessas que se parecem com você, Aparecendo sem nenhum por que Só pra me fazer arder E até pensar em morrer De amor De tanto amor Que nascia em mim Assim como o sol nascia E pintava aquele dia Com as cores dos seus olhos Você me prendeu aqui Do lado de dentro de mim Com amor pra todo lado E desde então escrevo Essa música que agora toca E pinta o céu lá fora Com as mesmas cores Do dia que se perdeu na minha memória Essa música que agora toca Eu que fiz pra você Mas ela não é sua, não Muito menos possui alguma razão Não fala do dia que insistiu em nascer Nem sequer fala do quanto eu quis você Essa música nada mais é Do que uma tentativa de te resgatar De te apanhar lá do fundo da memória Pra relembrar a história Do dia em que tudo desapareceu, E o sol nasceu pra brilhar no mar Só pra nos ver morrer de amor... Relembrar o dia Em que nada mais poderia existir Só nós dois, que ficaríamos ali, para sempre intactos, sendo um só.

Aline Mariz

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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A carta que nunca entreguei Quero teus pés colados nos meus, feito minha boca na tua. Quero teus ossinhos marcando meu quadril feito teus olhos marcam minha alma. Quero tuas palavras marcando meu coração feito teu amor faz comigo. Quero mais de você, quero mais de mim. Quero mai…
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A carta que nunca entreguei Quero teus pés colados nos meus, feito minha boca na tua. Quero teus ossinhos marcando meu quadril feito teus olhos marcam minha alma. Quero tuas palavras marcando meu coração feito teu amor faz comigo. Quero mais de você, quero mais de mim. Quero mais de nós dois. Te quero sendo comigo. Me diga, me mostre, me olhe, me ame. Canta outra vez no meu ouvido que quer o nosso bem, que faz tudo pelo nosso amor. Não perca o costume de me desequilibrar, muito menos de me segurar no último instante. Contorna meus lábios com teus dedos e para bem na ponta do meu nariz; me olha bem no fundo de mim e diz com aquele teu olhar o que sempre me disseste. Dia desses, antes de dormir, percebi uma coisa. Pensei que o amor fosse meu, mas não: é todo teu. Guarda com cuidado, num canto escondido qualquer que seja. Lembra dele, vez ou outra. Olha. Sente saudade, como eu faço.

Novo Limpei a casa e reorganizei os móveis. Joguei fora tudo que não me servia mais e só fazia acumular poeira dentro do meu coração. As lembranças continuam engavetadas, guardadas de mau jeito, para que eu possa dar uma olhada vez ou outra. Ando cheia de vontades. Vontade enor…
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Novo Limpei a casa e reorganizei os móveis. Joguei fora tudo que não me servia mais e só fazia acumular poeira dentro do meu coração. As lembranças continuam engavetadas, guardadas de mau jeito, para que eu possa dar uma olhada vez ou outra. Ando cheia de vontades. Vontade enorme de ser feliz – sempre mais e mais, porque nós, seres humanos e de sangue pulsante correndo louco nas veias, temos essa mania de querer demais. Vontade de entregar-se ao novo, àquilo que ainda está chegando ou já chegou por completo – e me entrego. Vontade de plantar algumas árvores, muita alegria e gentileza no solo desse mundo desconcertado. Meu coração tá transbordando de tanta coisa linda que tem guardada nele, e quero poder doar um pouco disso para todo aquele que queira experimentar – aprendi que não adianta se doar para quem nada quer ou não se deixa querer: a gente só se desgasta e gasta nosso carinho. Vontade de jogar amor para cima, para baixo e para todos os lados. Nas diagonais, paralelas, perpendiculares e diversas outras direções. Espalhar o amor: “que seja doce”. Muito. Que sejamos mais - e menos também. Que nossos estômagos se encham de borboletas e nossos corações se acalmem um pouco. Que mudemos – a nós e o mundo. Que cresçamos. Que somemos e multipliquemos mais do que temos subtraído. Que comecemos de novo e de novo, todos os dias. E que venha o novo.