Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
A TARDE CAI (soneto) A tarde fria, ressequida, no cerrado poente Escorrega no horizonte escarlate de junho Em brumas desmaiadas e tão lentamente Deixando os suspiros como testemunho Manso, e de uma realidade inteiramente O entardecer tão árido e sem rascunho Vai descendo pela noite tão impaciente Silenciosamente na escureza antrelunho E a tarde vai caindo, pelo céu vai fugindo Presa na imensidão do anoitecer infindo Esvaindo o sertão indolente e acetinado Nesta tarde fugidia, as estrelas já luzindo Cobrindo de melancolia, o sossego vindo É a tarde que cai, lânguida, pelo cerrado... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2017, junho Cerrado goiano
Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado
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