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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

A TARDE CAI (soneto) A tarde fria, ressequida, no cerrado poente Escorrega no horizonte escarlate de junho Em brumas desmaiadas e tão lentamente Deixando os suspiros como testemunho Manso, e de uma realidade inteiramente O entardecer tão árido e sem rascunho Vai descendo pela noite tão impaciente Silenciosamente na escureza antrelunho E a tarde vai caindo, pelo céu vai fugindo Presa na imensidão do anoitecer infindo Esvaindo o sertão indolente e acetinado Nesta tarde fugidia, as estrelas já luzindo Cobrindo de melancolia, o sossego vindo É a tarde que cai, lânguida, pelo cerrado... © Luciano Spagnol poeta do cerrado 2017, junho Cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano