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Frase de Jorge André Gasperin

PENSAMENTOS Ontem te pensei apenas duas vezes, nada mais, te pensei em um momento irracional com conexões remotas de lembranças, e te pensei ao dormir, antes de imaginar-nos como seria. Hoje pela manhã, comecei te pensando, ao ouvir aquelas músicas, tantas músicas aquelas, está lembrança sonora que te fazias pensar também; me fez pensar-te mais uma vez. Ao agora, levo como excessão, pois te penso ao te escrever. E pensar que a um tempo, o ato de não te pensar era a grande excessão de meus pensamentos. Te deixo de pensar para poder perguntar-me; no tempo em que mais te pensavas, ao menos pensavas em mim? pois ao ver teu líquido de lembranças se esvair em meus dedos mentais ao menos tu devias ao seu eu imaginado em mim, não digas que deixou-te morrer em lembranças, te tinhas como ser perfeito, tinhas obrigação com si mesma, de te salvar como pensamento, antes que eu não pudesse mais te pensar. Hoje o que restou foi um abraço, um sorriso e um borrão em forma de silhueta, te decompuste sem querer ao não te mais pensar, mas juros que tentei, cheguei ao ponto de te pensares tanto que não sabia não te pensar, porém este rabisco putrefado no chão, nada é mais, do que pensamentos

Jorge André Gasperin

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Pensador.com

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PARADOXAL Silêncio por favor! Vês como estou feliz?
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PARADOXAL Silêncio por favor! Vês como estou feliz? Ópio de teus júbilos descasos Trancafia-me nesta minha, tão conhecida tua, esperança Não vês agora minha tristeza? Ousas tirar de mim tal ilusão? Como podes tirar a minha droga de esperança? Vício que acaricia ao me me espancar Como ousas não me machucar? Teu sadismo me acalente Ao longe tu ris até de fratura exposta Mostrando o cálcio que tu usas Para erguer este império de mentiras. Majestosa construção! Ora Alice, quanto mais de propósito Me jogo neste seu país de maravilhas, Mais perto fico de sua distância E quanto mais teimo em permanecer Pior se torna a volta. Sabes tanto quanto eu que tudo não passa de fantasia, de finitude plena, mas a liberdade de sonhar estar contigo, me desanima da realidade, tão infinita e instintivamente tácita. ......em um suspiro, Percebo que voltei, ouço o silêncio e a incalculável escuridão, Ouves tais gritos? Volto ao normal, Retorno à minha ida... Mas espere... Vês como estou feliz?

Inspirado em "Se te queres matar, porque não te queres matar?" - Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) O amor não é próprio, o amor é universal, um sentimento sentido por todos, nada exclusivo, nada novo. Se pensares que todos amam, qual o sentido de seguir um padrão existencial pr…
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Inspirado em "Se te queres matar, porque não te queres matar?" - Álvaro de Campos (Fernando Pessoa) O amor não é próprio, o amor é universal, um sentimento sentido por todos, nada exclusivo, nada novo. Se pensares que todos amam, qual o sentido de seguir um padrão existencial pré definido pelo simples fato de existir? De ter todos os pré requisitos biológicos que te fazem apto a não ser nada além de uma repetição natural com uma leve singularidade? Não tão singular aliás, não tão singular quanto achas que pode ser autêntico. Se paras pra pensar só um pouco, verás que nem isso te faz outro, quantos estão parados a pensar? te fazendo ser um mero numeral dentre tantos outros? Se esperas buscar algo novo no mundo, creio que veio tarde de mais para tal deslumbre, e cedo de mais para poder voltar atrás e tentar ser ao menos mais você, ou ao menos algo que não outro. Não a nada de excitante em viver, tudo que te faz, a outros fazem e já lhes foram feito, tu não és nada além de mais um, e mais um está fadado a ser. E se este é o sentido da vida? Ótimo, nem sem ela, ou fora dela tu deixarás de ser nem ao menos tu mesmo.

O EU E O AMANHÃ Finges não me ouvir Finges não me ver
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O EU E O AMANHÃ Finges não me ouvir Finges não me ver Ignora minha efêmera existência A noite morro Entrego ao sono meus resquícios de lembrança À manhã Um outro que não eu Ignora o meu velar Com os restos do cadáver recompõe as não suas idéias OLHA A HORA Falho ser novo De novo se atrasa E de tanto ser novo Possui um velho pensar

TER E TENTAR Estar com outro Não é estar
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TER E TENTAR Estar com outro Não é estar Sentir, consentir Nada mais é do que um lapso do que não foi O que poderia ser, imaginar, Talvez em outra linha temporal Uma chuva sem previsão, um baque, um pingar Talvez no final, não seja como não é, Não seja o que você achou que seria, talvez, O desejo, uma perspectiva de algum outro "e se?" Nos escapa de um limite natural, A dor de não ter algo que de fato não é tudo que não pude ter, Ecoa, marca e demarca um decurso lacunar, Tira o gosto do estar, Tira ao todo a função máxima de ser; viver.