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Frase de Maria da Penha BoinaDalvi

⁠O arquivo das estações Guardei um mapa num lugar perdido, onde o tempo, por descuido, hesita. Os traços são rios que secaram cedo, mas ainda guardam o murmúrio da vida. As árvores falam línguas apagadas, e suas folhas, arquivos de eras, sussurram verdades disfarçadas nos códigos de antigas primaveras. O céu é um espelho de névoa e ferro, onde as estrelas, frias, descansam. Os ventos carregam ecos austeros, memórias partidas que não se alcançam. Ainda assim, no silêncio partido, há mãos que moldam o que não existe. Nas cinzas do velho, o novo é tecido, num fôlego breve, sutil, mas persiste. Os sonhos futuros não têm formato; são só fragmentos em órbita errante. Mas cada estação, num ciclo exato, guarda uma semente sempre pulsante.

Maria da Penha BoinaDalvi

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Pensador.com

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Outras frases de Maria da Penha BoinaDalvi

⁠O silêncio que esconde Há perigo no silêncio, na fala que nunca cresce,
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⁠O silêncio que esconde Há perigo no silêncio, na fala que nunca cresce, no olhar que se acomoda, no sim que nunca desce. A mansidão disfarça o vago, um abismo oculto e frio, onde a voz não faz eco e o coração é vazio. Aceitar o tudo sem luta, sem sequer respirar o não, é como caminhar nas sombras sem saber a direção. Quem nunca levanta a voz nem questiona o caminho, talvez se perca na ausência ou se esvazie sozinho. Medo me dá essa calma, essa paz sem fundação, pois no fundo do silêncio mora a sombra da omissão.

⁠Purista, eu? Chamaram-me purista, num tom de ironia, Como se o zelo fosse pecado, heresia.
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⁠Purista, eu? Chamaram-me purista, num tom de ironia, Como se o zelo fosse pecado, heresia. Por buscar nos arcanos da gestão cadente, Um fio de lógica, um traço coerente. Falaram de anacronismo, como quem sussurra ao vento, Sem notar que o tempo carrega o esquecimento. Gestões de ontem, sombras de um outrora, Não resistem à aurora, que a crítica devora. Eis que escrevo, não para agradar vaidades, Mas para despir o rei de suas falsidades. Se purismo é pensar, é questionar o vago, Que me chamem de pura, pois o impuro é frágil. Anacrônica é a cegueira que persiste em andar, Na trilha do ontem, sem ousar inovar. E eu? Sou ponte entre o velho e o novo, Sou o verbo que inquieta, sou quem move o povo. Não temo o rótulo que me foi ofertado, Pois na busca da razão, o título é fado. Que venha o futuro, com suas chamas ardentes, Purista ou não, sigo lúcida, entre linhas e correntes.

A Garrafa da Educação Finalmente, a educação brasileira encontrou sua maior recompensa: uma garrafa! Sim, senhoras e senhores, acabou a era em que as pessoas escolhiam universidades por qualidade acadêmica, projetos inovadores ou corpo docente qualificado. Agora, tudo se resolve…
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A Garrafa da Educação Finalmente, a educação brasileira encontrou sua maior recompensa: uma garrafa! Sim, senhoras e senhores, acabou a era em que as pessoas escolhiam universidades por qualidade acadêmica, projetos inovadores ou corpo docente qualificado. Agora, tudo se resolve com um brinde. E que brinde! A campanha é simples, mas genial: indique um amigo para se matricular na faculdade e ganhe uma garrafa. Não um desconto, não um material didático, nem uma vaga garantida no mercado de trabalho. Uma garrafa. Certamente, é o que faltava para motivar você a compartilhar o futuro acadêmico dos seus conhecidos. Afinal, quem precisa de um diploma forte se pode ter um utensílio de plástico ou alumínio no armário da cozinha? E vamos falar a verdade: essa garrafa é revolucionária. Cada vez que você toma água nela, sente o sabor da responsabilidade social e da valorização da educação. É quase como se dissesse: "Eu ajudei a formar um futuro profissional por causa disso aqui." É importante reconhecer o esforço criativo dessa campanha. Em tempos de crise, a solução não é melhorar os cursos ou investir em professores. É transformar cada estudante em um recrutador, prometendo brindes que poderiam ser conseguidos com pontos no supermercado. Quem sabe na próxima campanha, por cinco amigos indicados, a faculdade não ofereça um chaveiro ou um adesivo para decorar sua garrafa? Ironias à parte, se isso é o ápice da valorização do ensino superior, fica a pergunta: o que será que estão oferecendo para quem se forma? Uma mochila? Um cupom para fast-food? A educação, coitada, merecia mais do que um marketing tão sedento de criatividade quanto os estudantes estarão para usar sua nova garrafa. Indique, estude e... beba água. Afinal, conhecimento pode não saciar a sede, mas a garrafa sim.⁠