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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

TUDO LONGE (fado) Tudo longe, tudo vazio, tudo sem encanto do teu canto, teu olhar, no peito no entanto que se põe a suspirar... as tuas lembranças! Que são lágrimas em rodopios e em danças na minha saudade. Você está ausente! Só o cheiro dos teus beijos nos lábios presente Insistente: - num poema, num verso, num canto uivando o acalanto, tanto, me jogando num canto Nem o teu calor, o teu amor, aqui posso tocar Você está longe... como nostálgico não ficar? Ai está dor, este pranto, este manto, ai...ai... ai... não me deixes tão distante, solidão... vai... vai... A dor do amor sozinho, é tristura grande que invade a alma, de quem é amante Tudo tão longe, tão grande, tão emudecido aqui neste gemido em sofrido alarido... Me ponho ao vento por ti clamar: - como é bom poder te amar! © Luciano Spagnol poeta do cerrado 23 de agosto de 2019 cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano