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Frase de Summer Bittencourt

De Deus muito eu duvidei, Sabendo que me observava. Aqui embaixo eu blasfemava, Esperando o pior. Ô coisa que eu sinto dó, E que me aperta o coração! Eu era réis desgarrada, Bicho brabo, vaca emprenhada, Eu era macho redomão. Eu era fraco de cabeça, Não é que hoje eu não seja, É que antes eu fui mais. Eu achava que eu era Muito mais do que eu era, Muito mais, muito mais. Eu me enxergava como um ouro, Eu era o prêmio, o tesouro Que ninguém nunca iria achar. Eu era o tesouro escondido, Eu era o elo perdido, O leite, mel, o xangri-lá. Pobre de minha mãe, Pobre de minha esposa, Pobre dos meus amigos, Pobre dos meus irmãos. Me viam eu me iludindo, E me olhavam sempre rindo Para proteger meu coração. Sempre pensei, mais de mim mesmo, Sempre me levei muito a sério. Hoje aceito que erro, Hoje sei que só sou normal. Mas vale prezar os meus E viver para sempre em suas mentes, Do que dez minutos num jornal.

Summer Bittencourt

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Pensador.com

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Nasci Pobre e Desletrado Nasci pobre e desletrado, mas por meio do Estado ganhei escrita, ganhei leitura. Resolvi fazer poesia, mas a mancha não saía, minha fala era burra! Resolvi pedir perdão e, por meio da União, no ensino médio me formei. Resolvi fazer poesia e, mesmo com maestria, do jeito simples não me livrei! Repreensão de todo jeito, sem tato e com despeito, eu cansei de escutar. Resolvi fazer poesia. Para mim mesmo repetia: "Ninguém mais vai me malhar." Analisei a minha obra, refleti por uma hora e cheguei à conclusão: Eu resolvi fazer poesia. Quem gostava dela, lia. Quem não gostava, lia em vão!

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Luta Interna Quantas vezes eu tentei lutar contra? Muito lutei sem saber. Hoje luto por um espaço, não perto, mas dentro de você. Vivemos a vida de outros e esquecemos de viver a nossa. E o que somos por dentro se perde, não luta e se acomoda. Canto para esvaziar o que dentro de mim transborda. Se fico em silêncio, a madeira racha e estouram as cordas. Para quê tentar lutar contra quem somos, contra o pranto, contra a dor? Nos esquecemos que sempre perdemos ao lutar contra o amor.

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Poema da Tarde Sou pertinaz em falar das tardes. Ora, o que há de mais ocioso? A noite? Pobre noite... dama que corre de mão em mão. O efervescer ardente é denso aos meus olhos molhados de suor. E a tarde vai... voa como meus funestos versos fracos. Tarde! Pra quê serve a tarde? Extenso descanso dos glutãos, carrasca dos sertões... Dona insana do meu labor.