Frase de D. Azevedo
Indomável felina, Circunda-te doce bruma de menina, Vez simplista, vez realeza Apesar de muito de ti, encontrar nas belas artes, Não há em museu algum figura de tão etérea e plena beleza És, portanto, obra do autor perfeito, Porém, muito me intriga d’onde o Criador tomou tamanha inspiração Talvez possas ter nascido dentre as deusas gregas, Lhes despertado a inveja ante tua formosura e delicadeza Destituída de maldade por natureza, ó deusa Perfeição Foste perfidamente atacada e dos céus para a terra, condenada Feliz e pobre do homem, que agora por ti De paixão consome-se e sofre para descrever-te Não encontrará olhar e sorriso mais singelo e misterioso Mona Lisa envergonhar-se-ia do próprio rosto Freya e Afrodite exilar-se-iam no mais distante jardim Helena esconder-se-ia entre as colunas de Tróia Artemis nunca se desfaria da venda sobre os olhos Pois se mesmo o fizesse, a injustiça veria Tua beleza divina desfigurando o fundo terreno Oferecendo harmonia entre remédio e veneno E por onde teu olhar perpassa, Procuro eu estar e aparecer Para que percebas minha graça E dai-me a chance de merecer A luz dos teus olhos a irradiarem-me E no teu seio macio abrandar-me A cada lua adormecer Foste e serás sempre digna Pois mácula alguma ousa travar batalha Contra alma pura, última determinante De tua força extraordinária. Deixes, porém, que quando sozinha, Escorram as lágrimas de sentimentos Para que estas mondem teu caminho E dissipem de tuas lembranças vis atrevimentos Peço que perdoe-me, minha deusa doce maga menina, Mas encerrarei por agora esses versos Antes que finde os anos elucidando teus dons diversos Ter-te-ei para mim como minha mais nobre sina.
No pensador.ai desde