Pular para o conteúdo

Frase de D. Azevedo

Ansiedade moderna: O pressurosismo 'Depois', para quem sofre de ansiedade, não é menos que um instrumento de tortura. 'Sobrecarga', para quem sofre de ansiedade, não é mais que uma consequência recorrente do querer e do fazer imediato, do "tudo agora". 'Angústia', para quem sofre de ansiedade, não é senão o efeito da consciência do tempo corrido em vista do que ainda não foi realizado, da decepção corrente ou mesmo da perca definitiva/temporária da esperança.

D. Azevedo

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de D. Azevedo

Senta É a doce sensação de inocência É o prolongar daquele brilho infantil
Continuar lendo

Senta É a doce sensação de inocência É o prolongar daquele brilho infantil Que nos faz mais jovens e tira dos nossos olhos o peso das lágrimas Quando tiramos a culpa da gente vemos que é a culpa a mais culpada Porque, querida, a gente diz que sabe para se fingir responsável Mas veja esse mundo como anda... A gente não sabe mesmo é nada! Tem roxo que aparece sem dor Tem dor que surge do nada Tem culpa quem não amou? Tem só culpa criada... Seja boa consigo e humilde sob esse universo Pois que se ele não diz, não haverá verso capaz De mostrar porque veio, como se cria ou o que faz A gente veio, mas aqui já existia tudo. Tudo! E antes do tudo... Existia era outra coisa ainda mais complicada.

Indomável felina, Circunda-te doce bruma de menina, Vez simplista, vez realeza
Continuar lendo

Indomável felina, Circunda-te doce bruma de menina, Vez simplista, vez realeza Apesar de muito de ti, encontrar nas belas artes, Não há em museu algum figura de tão etérea e plena beleza És, portanto, obra do autor perfeito, Porém, muito me intriga d’onde o Criador tomou tamanha inspiração Talvez possas ter nascido dentre as deusas gregas, Lhes despertado a inveja ante tua formosura e delicadeza Destituída de maldade por natureza, ó deusa Perfeição Foste perfidamente atacada e dos céus para a terra, condenada Feliz e pobre do homem, que agora por ti De paixão consome-se e sofre para descrever-te Não encontrará olhar e sorriso mais singelo e misterioso Mona Lisa envergonhar-se-ia do próprio rosto Freya e Afrodite exilar-se-iam no mais distante jardim Helena esconder-se-ia entre as colunas de Tróia Artemis nunca se desfaria da venda sobre os olhos Pois se mesmo o fizesse, a injustiça veria Tua beleza divina desfigurando o fundo terreno Oferecendo harmonia entre remédio e veneno E por onde teu olhar perpassa, Procuro eu estar e aparecer Para que percebas minha graça E dai-me a chance de merecer A luz dos teus olhos a irradiarem-me E no teu seio macio abrandar-me A cada lua adormecer Foste e serás sempre digna Pois mácula alguma ousa travar batalha Contra alma pura, última determinante De tua força extraordinária. Deixes, porém, que quando sozinha, Escorram as lágrimas de sentimentos Para que estas mondem teu caminho E dissipem de tuas lembranças vis atrevimentos Peço que perdoe-me, minha deusa doce maga menina, Mas encerrarei por agora esses versos Antes que finde os anos elucidando teus dons diversos Ter-te-ei para mim como minha mais nobre sina.