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Frase de tadeumemoria

A SERPENTE O diamante duro e resistente adornado ao ouro branco no seu dedo, os seus cabelos brilhantes de bronze tinha o olhar da multidão e as luzes da tarde, sua pele de tecido macio, seda persa, perversa, me induz ao pecado, ao inferno que arde em meu peito, eu sem jeito, demônio tímido atraído pela santa serpente, não ouso olhar nas esmeraldas dos seus olhos, não ouso sonhar com seus dentes mordendo meus medos, não ouso os demônios urbanos, nem os anjos da periferia, não ouso espíritos campestres... a serpente desliza entre as vitrines, hipnotizada pelo neon, Outdoors e grifes; sonha virar diva e viver mil historias de amor, mas na madrugada a paixão domina o encanto e a serpente rasteja na relva de uma floresta... e a mulher se perde nas abstrações que edificam a vida, esbarra em paredes e em escadarias, se perde nos números, nos passos, nos rostos da multidão; então percebe que existir é exatamente essa indefinição, essa magia, esse prazer de estar sempre procurando... procurando... até o momento que a porta se abre e você dá de cara com a naja...

tadeumemoria

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Pensador.com

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ainda não inventaram as palavras que definam a essência de ser mãe
Você não sabe que depois vem outro dia Com outras paisagens e outros ocasos, A vida é transitória e o nosso orgulho pune a alma,
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Você não sabe que depois vem outro dia Com outras paisagens e outros ocasos, A vida é transitória e o nosso orgulho pune a alma, Depois vem outro dia com outras necessidades Uma sensibilidade maior vai te fazer perceber O que verdadeiramente é belo O que verdadeiramente soa bem aos ouvidos; Nesse tempo o grasnar das gralhas vai ferir teus tímpanos E a primavera de cigarras e pardais vai estar bem distante...

REVOADAS Há um segundo atras O rio era outro, outras águas
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REVOADAS Há um segundo atras O rio era outro, outras águas Eu teria uma vida mais longa... Há cinco segundos atras Eu era mais jovem quinze segundos Somando-se dez segundos Que eu levei pra escrever esta frase Há dez minutos eu tento falar Que o tempo passa E implacavelmente deixa suas marcas... Há quanto tempo tento falar desse enigma Outros olhares, outras palavras, outros rios E o rio passa em mim há quantos séculos Outras palavras não explicaram Ou não foram compreendidas E o tempo tingiu nossas cãs Um dia nos erguemos sobre nossos membros inferiores E pensávamos que sabíamos de tudo Mas o tempo muda as paisagens Verga nossas espinhas e embaça os horizontes Mas nós poetas escrevemos E libertamos pássaros em revoadas E nesse bater de asas divino De editar sentimentos, alguma coisa muda E navegamos incólumes às vicissitudes naturais O individuo perece mas o poeta é imortal

JOSEFA Josefa matou o cachorro porque latia muito Matou o gato porque miava
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JOSEFA Josefa matou o cachorro porque latia muito Matou o gato porque miava A galinha porque cacarejava, Matou o avô de quem não gostava muito A avó porque reclamou do suco O tio porque era um vadio A tia porque criava cutias Josefa matou o vizinho porque não dava bom dia Matou seu Mané no boteco Porque botava boneco quando bebia Josefa matou o carteiro porque não dava notícias Josefa matou a enteada Porque falava no ex-marido O finado morreu de um pirão que comeu Seu segundo marido comeu baião e nunca mais acordou Seu último companheiro morreu de martelada Desconfiado não queria comer nada... Hoje Josefa paraplégica na cadeira de roda sob a sombra do oitizeiro Rever todos os que partiram Sabe que morreu faz tempo Mas o tempo não quer saber de Josefa...