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Frase de Bruno Fernandes Barcellos

A consciência da perda da inocência. Fico sempre um pouco aflito quando vejo nos olhos de uma pessoa (amiga ou paciente) que ela começou a perceber a cadeia de comportamentos dela mesma ou de outra pessoa, e que os fatos, antes isolados e pouco relevantes, passam a se tornar uma história bem amarrada, indicativa de uma escolha, consciente ou não. Em geral é um olhar para um vazio, recheado de significados, meio espantado, às vezes triste e às vezes portador de uma satisfação por desvendar aquele enredo. Fico aflito pois esta é uma fronteira que nunca sabemos se, quando ou como cada um irá atravessar. E após realizar a travessia se torna bastante difícil retornar. Como dizia um paciente: "é impossível desver." E de fato, algumas coisas após a conscientização são impossíveis de serem acobertadas, pois deixa de ser um ato inocente, para um ato deliberado. Se antes não tínhamos culpa, ou ao menos, nos desvencilhávamos dela por alegar não saber, após sabido, seremos responsáveis por nossa omissão. Tomar consciência é abrir mão da inocência, uma inocência que podemos questionar se algum dia existiu, mas que muitas vez convenceu a quem a portava. E assim, enxergando, escutando, sentindo e percebendo se ganha o direito e o dever, o prazer e a dor do livre-arbítrio. Temos o direito e o prazer da liberdade, mas com a dor e o dever de renunciar a cada decisão. Por isso a resistência em crescer, em enxergar, em escutar e em saber, inclusive com isso se perceber pequeno e impotente diante de tantos não-saberes. Mas é através destes confrontos, destas tensões que nos colocamos no mundo enquanto singularidades. E por mais que perder a inocência seja desagradável, a existência fora dela é que tem sabor. Bruno Fernandes Barcellos

Bruno Fernandes Barcellos

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Tem dias que sentimos orgulho apenas por sermos nós mesmos.
Intelectualizar a vida não a torna mais inteligível, nem tão pouco, mais interessante. É preciso um limite entre teorizar a vida e viver a vida. Pois, em todos os campos teremos um quantum de 'não-saber'.
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Intelectualizar a vida não a torna mais inteligível, nem tão pouco, mais interessante. É preciso um limite entre teorizar a vida e viver a vida. Pois, em todos os campos teremos um quantum de 'não-saber'. - Ainda bem!

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Responsabilize-se. - Queixas não mudam problemas; Você está aonde você se levou; Os outros não estão neste mundo para te fazer feliz; E se você sofre pelo que alguém fez, é com sua autorização; As coisas não vão mudar porque você pede, implora ou glorifica; Você é o único responsável pela sua estadia; Então, perceba seus passos e reinvente seu caminho. Se precisar te empresto minha lanterna; Mas não posso te dizer o caminho; Pois cada um só pode trilhar a sua própria jornada.