Frase de Pedro Rodrigues de Menezes
baobá procuro nos outonais trâmites do teu corpo o insofismável vestígio das tuas raízes salgueiro que jaz e se curva obliquamente eterna a bênção, terrível o fim do tempo deserto, areia, sol, miragem, saudade serás sempre o antes e o depois de nós e nós seremos tão pouco e tão poucos depois de ti secarão todas as welwitschias África não renascerá da força dos tambores mil homens sangrarão entre solenes rituais as grávidas abortarão com sede de terra e o céu encher-se-á de conchas e espinhas e virão os deuses deste mundo e do outro velar a desgraça efémera da sabedoria ninguém saberá mais falar, escrever ou viver. Poema dedicado a Catarina Pereira do Nascimento (Pedro Rodrigues de Menezes, “baobá”)
No pensador.ai desde