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Frase de Ricardo Maria Louro

⁠Carolina d'olhos Doces - Já nasceu a minha sobrinha Carolina. No primeiro dia da Primavera. No dia mundial da Poesia. Um dia especial. Que ela saiba aprender a aprender a bem-saber viver a vida ... Carolina d'olhos doces minha doce madrugada alegria que nos trouxe Carolina minha amada. Do Coração ao seu olhar vai um riso de Criança que um dia há-de amar num bailado que dança. Coração florido e meigo embalado em doce leito nela canto e me revejo adormeço-a no meu peito. A verdade e a Esperança que seu olhar hoje nos trouxe da poesia é doce herança Carolina d'olhos doces. Para Embalar: Dorme minha linda Carolina linda Carolina d'olhos doces dorme minha flor tão pequenina dorme Carolina d'olhos doces. Dorme ó menina no teu leito ouve o meu cantar que recomeça dorme Carolina no meu peito deixa que este canto te adormeça. Dorme minha doce Flor do mar leve, o sono veio e a ti trouxe asas por mil anjos d'embalar dorme Carolina d'olhos doces. Tio Ricardo Março de 2015 À minha sobrinha Carolina Louro do Rosário.

Ricardo Maria Louro

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Pensador.com

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⁠CANTIGA DE ESCÁRNIO E MALDIZER: Quando as tripas te doerem Ou tiveres diarreia O XANAX, é bom saberem, Faz passar, é boa ideia! Na farmácia Malagueira A Crispina ao balcão Dá XANAX p'ra cegueira A quem vem com comixão. Aos jantares de Natal Só lá vão os coitadinhos deixa estar que não faz mal Serão sempre pobrezinhos. Um XANAX, é bom saberem Faz passar a diarreia Quando as tripas te doerem Bota-a-Baixo, é boa ideia.

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⁠Nome que é meu - Nada no mundo me prende perdi-me no sofrimento e quanto dói dentro da gente não saber dar tempo ao tempo! Sou como a folha caída que se perdeu do mundo inteiro sou como a flor esquecida em manhã de nevoeiro! A tristeza que me abraça dá mais voz à minha fome sou como tudo o que passa não me chamem pelo nome! Porque esse nome sem carinho foi o destino quem mo deu deixem-me Ser pelo caminho longe desse nome que é meu!

⁠Viagem - A vida é uma viagem Um retorno sem imagem
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⁠Viagem - A vida é uma viagem Um retorno sem imagem Nos espelhos do destino, É um grito sem amarras Um poema sem palavras Que vivemos no caminho. O que trago ou não trago O que canto e dou ao fado Só eu sei o quanto dói, Ver nos olhos de toda a gente O silêncio de quem sente O quanto a vida nos destrói. Visto noites e cansaços No meu corpo, nos teus braços Na distância, o teu olhar, Roda a roda do destino Acendo velas no caminho Numa pressa de te amar. Só há Fado e solidão Esta dor e um coração Nos meus olhos a bailar, E no céu da minha noite Já nem há onde me acoite Tanta estrela sem brilhar.

⁠Tremores - E eis que na solidão da praia deserta Caem águas do meu triste olhar,
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⁠Tremores - E eis que na solidão da praia deserta Caem águas do meu triste olhar, Mas essa água que me aperta Não é menos que as águas do mar. Não me lembro de existir dentro de mim Algo maior que a palavra solidão, Algo mais seco que a amargura d'um jardim Plantado junto aos portais do coração. Há uma noite enleada aos desejos de cada um, Um grito, uma metáfora de saudade, Uma vontade de comer que é jejum Que a trazemos desde o berço por piedade. E o que ser para além d'um silêncio sem destino?! Um planeta sem elipse, uma curva, Uma pedra só, pisada no caminho, Um punhal numa fonte de água pura!