Frase de Jorge Jololo Capessa
A LIBERDADE D´ÁFRICA FORA VENDIDA. I POEMA No dia em que a liberdade foi embora, Longos navios de silêncio encheram a casa, tão grande, tão vasta! Todos os gatos da vizinhança lacrimejaram rios caudalosos, Comiam cogumelos e varriam as cascatas dos cemitérios Com agudas lâminas de tédio, sobre a presença de uma mão partida. Foi preciso perder de vista as crianças que brincam: liberdade do querer. A cobra branca passeia fardada à porta das nossas cubatas, feitas para perecer. Derrubaram as árvores de fruta-pão, e sempre que uma ave parte: nunca sei para onde. Para que passemos fome vigiam os caminhos receando a fuga da autonomia do fazer. Quando a liberdade é vendida pelo tio, oh! A tragédia já a conhecemos: a cubata incendiada! O telhado de andala flamejando e o cheiro do fumo misturando-se, Ao cheiro de andu e ao cheiro da morte prematura imediata (...) vi a liberdade.
No pensador.ai desde