Frase de PEDRO SOARES RIBEIRO
Tenho dentro de mim uma Clarice que duvida, um Drummond que espreita as pedras, um Vinicius que ama até o adeus, e um Shakespeare que sonha com os olhos abertos. Fui casa caída, bandeira ao vento, fui rua sem nome e jardim sem dono. Mas reguei minha ausência com esperança, e plantei amor até no chão do abandono. Não me peça lógica — sou flor. Sou verbo em carne viva. Sou reza de Cora no silêncio da cozinha. Sou verso de Mario escapando pela fresta. E mesmo quando a dor fizer morada, ainda assim — com olhos molhados e alma lavada — deixarei a porta aberta.
No pensador.ai desde