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Frase de PEDRO SOARES RIBEIRO

Fragmentos de Nós Entre versos soltos, o tempo se enlaça, Somos fragmentos, pedaços de espaço. Teu sorriso é breve, instante que passa, Nos encontros e desencontros, me refaço. Amor em pílulas, doses de eternidade, Nas entrelinhas, busco tua verdade. Palavras são pontes, frágeis, delicadas, Te escrevo no silêncio, em noites caladas. Vem, e traz contigo, a chuva e o sol, Sons de uma vida, retalhos num lençol. Cada toque, faísca de um universo, Somos rascunhos, versos dispersos. O amor é risco, rabisco no papel, Instante fugaz, estrela no céu. Nas curvas do dia, te encontro e me perco, A vida é um traço, preciso e incerto. Caminhos se cruzam, destino ou acaso? Te amo em fragmentos, em cada intervalo. Somos o agora, o imprevisto do dia, Teu olhar, meu refúgio, minha poesia. E se o tempo desfia nossos planos, Resta-nos o momento, eternos insanos. Na dança das horas, somos breves e belos, Te amo em silêncio, em gritos singelos.

PEDRO SOARES RIBEIRO

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Pensador.com

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Sonho e Saudade Lá vai meu sonho, leve, ao vento, Cruzando os campos do meu pensamento.
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Sonho e Saudade Lá vai meu sonho, leve, ao vento, Cruzando os campos do meu pensamento. Saudade que aperta, mas não desalenta, Saudade que canta, que fala, que inventa. Na varanda antiga, o tempo repousa, Os olhos fechados, o passado se ousa. Entre as árvores altas e o céu tão azul, A lembrança de ti, serena e fiel. O amor que vivemos, tão cheio de vida, É canção que ressoa na alma perdida. Teu sorriso é estrela que brilha na noite, Tua voz é o rio que corre, sem açoite. A casa vazia, mas o peito, não, Teu perfume ainda vive na imensidão. As tardes de outono, o vento a soprar, Trazem-me o eco do teu doce olhar. E sigo vagando, entre sonho e memória, Te buscando nas veredas da nossa história. Manhãs silenciosas, tardes de luar, É no mistério do tempo que vou te encontrar. Que o amor seja sempre essa prece sagrada, Que o vento leva, que o céu guarda. E que nos versos simples de cada poesia, Viva para sempre nossa alegria. No horizonte distante, meu olhar se perde, Mas teu amor é farol que me guia, verde. E entre o sonho e a vida, em doce aliança, Seguimos dançando essa eterna esperança.

"Prece ao Infinito Céu" Um prece ao infinito céu estrelado vou lançar, Nos laços das Três Marias eu rogo, pelo Cruzeiro do Sul me benzo.
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"Prece ao Infinito Céu" Um prece ao infinito céu estrelado vou lançar, Nos laços das Três Marias eu rogo, pelo Cruzeiro do Sul me benzo. Sobre a lua me batizo, pelo vasto infinito eu grito: Ser divino, ouve-me, traga para mim o amor e leve aos cosmos a minha dor. Divino Criador, me devolva o amor e leve a dor, Infinito Ser, me eleve aos céus, no puro esplendor.

⁠Divino Deus, clamo por Ti, clamo pelo universo, E lanço no alento a minha prece, num verso. Que minha voz ecoe aos sete mares, nas montanhas e vales,
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⁠Divino Deus, clamo por Ti, clamo pelo universo, E lanço no alento a minha prece, num verso. Que minha voz ecoe aos sete mares, nas montanhas e vales, Nos rios que correm livres, em brumas e cristais. Oh, Senhor dos céus, ouve meu clamor profundo, Traga para mim aquele que deixou-me neste mundo. Percorro terras distantes, grito ao infinito vasto, Onde está meu amor, meu coração em descompasso? Minha alma perdida vaga, em busca do perdido, Divino, peço-te, escuta meu rogo sentido. Que o vento leve a mensagem, que o céu possa ouvir, E que minha voz encontre quem me fez sorrir. Nos segredos da noite, na luz do alvorecer, Traga-me de volta, aquele que me fez viver. De montanhas a vales, aos mares e ao rio, Elevando a Ti, meu grito, meu eterno brio. Que a força divina una nossos destinos dispersos, E que, na imensidão do cosmos, achemos os versos. Pois meu coração clama, num eco de amor, Divino, traga-me aquele que é meu verdadeiro ardor.

⁠Saga de Zé do Chapéu: Um Conto de Amor e Superação no Sertão No sertão do Nordeste, onde o sol brilha forte, Há um conto que se conta com amor e sorte.
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⁠Saga de Zé do Chapéu: Um Conto de Amor e Superação no Sertão No sertão do Nordeste, onde o sol brilha forte, Há um conto que se conta com amor e sorte. Era uma vez um vaqueiro valente e audaz, Chamado Zé do Chapéu, com seu jeito sagaz. Zé do Chapéu montava seu cavalo alazão, Percorrendo as caatingas, sem medo ou hesitação. Com sua sanfona a tiracolo, soltava um cantar, Enquanto os pássaros faziam coro a voar. Ele era um verdadeiro matuto sertanejo, Conhecia os segredos de cada riacho e brejo. Seu coração era grande, cheio de compaixão, Ajudava os mais pobres sem pedir contraprestação. Certo dia, Zé do Chapéu ouviu um lamento, Vindo de uma moça, com semblante sofrimento. Era a bela Maria, a flor do sertão, Com os olhos marejados e o coração em aflição. Maria tinha um sonho de ver a chuva cair, Para saciar a sede e o chão ressurgir. Mas a seca castigava a terra impiedosamente, E o desespero tomava conta de sua mente. Zé do Chapéu, com sua bondade sem igual, Decidiu ajudar Maria a realizar seu ideal. Juntos, partiram em busca de um cangaceiro, Conhecido como Lampião, o rei do cativeiro. No caminho, enfrentaram perigos e desafios, Cactos espinhosos e animais vadios. Mas Zé do Chapéu, com seu jeito esperto, Desviava dos perigos, sempre alerto. Ao chegar ao esconderijo de Lampião, Foram recebidos com desconfiança e indignação. Mas Zé do Chapéu explicou sua missão, Trazer a chuva para salvar a população. Lampião, com seu olhar astuto e experiente, Aceitou ajudar, movido pela causa urgente. Reuniu seus cangaceiros, valentes e destemidos, E juntos, partiram em uma missão de heróis intrépidos. Com suas armas e coragem, enfrentaram o céu, Atirando para o alto, buscando romper o véu. E a chuva veio, como um milagre do sertão, Lavando a terra seca e trazendo a renovação. Maria sorriu, agradecida e emocionada, A seca havia partido, a esperança estava restabelecida. Zé do Chapéu, com sua valentia e compaixão, Tornou-se o herói do sertão, amado por toda a nação. Assim, o conto nordestino chega ao seu fim, Com Zé do Chapéu e Maria, em um abraço enfim. A força do sertanejo, a resiliência sem igual, Marcando uma história de amor e superação no local.