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Frase de Nicola Vital

⁠⁠Minha criança Eu fui criado menino buchudo. Não tinha medo de nada Do escuro, da chuva ou papangu Cresci assim Como Deus criou batata Em meio aos jogos de bola de gude Futebol, gata maga, enfinca, barra-bandeira Amarelinha... Sim, amarelinha! Qual o problema? Ouvia Gonzagão de mamãe na vitrola do vinil Contos que noite a noite conta da saudosa rádio cariri. Tomando banho nos barreiros de água barrenta e enlameada Nu, no frescor da inocência. À noite batia um prato de tambica antes da reza que era irrefutável na cosmo visão de Paim. No dia seguinte, os pés amanhecia limpos e mamãe dizia que era o capiroto que lambia Só assim lavamos os pés antes de dormir pelo menos por alguns dias. Talvez não fosse recomendado para a saúde física. Mas, de certo, era lenitivo à alma. Saudade do meu tempo de criança Passado que não se encontra mais.Nicola Vital

Nicola Vital

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Pensador.com

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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos!
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MEU ALENTO: Quando eu morrer, Não me facultem alarde ou risos! Não me chorem amargos sisos! Eu não chorei nem sorri. Quando eu morrer, Se assim, o for meu querer, Os ouvidos, guardai em potes de vidro Pra que não possa te ouvir. Sobre os meus olhos, Plantai no mais alto dos outeiros De frente pro mundo inteiro Para eu ver, quem chora ou sorrir. Quando eu morrer, Só a língua deixai ao relento Pra não calar o que sinto E reportar o porvir. E só quando eu morrer, Separem do corpo o nariz Esse aos eflúvios condiz Guardem-no, nos florais,aos jardins.