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Frase de Jaak Bosmans

Iguais. Que bom ser assim Exatamente como todas as pessoas não são Ser igual a todos com todas as diferenças Ter tudo, que os outros têm e saber Que nada tenho! Eu divirto em sorrisos e gargalhadas, Enquanto choram pelo sorvete derretido. Roubo goiabas, cigarros e amores, Durante o tempo em que eles se roubam. Toco ainda as mesmas músicas e canto desafinado, Para o aplauso ébrio das mesmas pessoas. Tenho tanto pra fazer que, prefiro descansar primeiro, Vendo saltos altos, gravatas e paletós, Prontos para um encontro tosco. Luz de velas, champanhe ou vinho, A grande farsa que ainda é galanteio. Na mesa ao lado, converso em versos, Batatas fritas e como foi seu dia. E aí sim, vem o melhor: saímos a passear! Que bom ser tão igual. Jaak Bosmans 12-01-2008

Jaak Bosmans

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Pensador.com

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Conquista circense Entre rugidos e lonas suspensas, lá estava o circo montado. Arrastado pelos ventos contrários aos teus fugazes desejos
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Conquista circense Entre rugidos e lonas suspensas, lá estava o circo montado. Arrastado pelos ventos contrários aos teus fugazes desejos Persegui-te em saltos mortais nas alturas dos trapézios Contorci-me a caber-me inteiro em teu irrevelável interior Pouca luz, rufar dos tambores, avisam silêncio e suspense Lâmina afiada separou-te em metades que se refizeram em meu inteiro Equilibrei-me com vendas e guarda sol em cordas bambas e monociclos Palhacei-me para os sorrisos ingênuos e puros na criança de todos nós. Expelido entre fumaça saí em tua direção como homem bala sem sabor Caindo sempre em redes tecidas por pescadores de sereias e sonhos Corri ainda no picadeiro de tantas agonias e pesadelos. Onde me equilibrei em cavalgadas aladas entre estrelas e satélites. Em veloz e ruidoso show, repeti sempre o mesmo trajeto Onde a vida só existe como espetáculo, no mesmo globo da morte. Conquistei-te pela mágica do desfilar dos finos lenços multicores Que lançados aos céus, se transformaram em suave e alva paz. Na apertada malha de tantos brilhos esperou-me o cume da pirâmide Onde pousei sob o olhar da tua bela e misteriosa esfinge. Fiz bailar com doçura os elefantes do teu amargo passado E como último e anunciado impossível de todo o espetáculo Enfrentei a fera indomável da tua beleza selvagem Com o requinte que me fez domar-te com carícias e sussurros. Jaak Bosmans