Frase de Nonato Nogueira
O POETA DA PRAÇA DO FERREIRA Em seu escritório instalado na Praça do Ferreira O velho poeta ri do tempo Tempo de delírio Punhal que corta a carne branca Da amada morta. Vestido com seu paletó surrado O velho filósofo Com seu riso canalha Caminha impune Ao encontro de Dante Ao meio-dia adormece em seus versos profanos No final da tarde goza no céu infinito A noite padece no inferno astral. O velho dândi repousa no inferno de Dante Alimenta-se do poema Que se cala No instante em que fala. Absorve a tristeza E o tempo perdido Punhal traído Corpo que padece E por vezes entorpece os passos E adormece nos bancos da praça.
No pensador.ai desde