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Frase de Nonato Nogueira

⁠VÍCIO Da fumaça do cigarro Companheiro de todas as horas, Vem o vício retido De conjecturar tua imagem Como se ela estivesse em mim. Eu te levo pelos bares a fora, E te encontro num copo de cerveja E bebo como se fosse o teu suor. Você está em mim - Como uma tatuagem Eterna, marcada Que às vezes fere E sangra Mas nunca dói.

Nonato Nogueira

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Pensador.com

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⁠SERIAL KILLER Oh! jovem serial killer Que vitima te fascina?
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⁠SERIAL KILLER Oh! jovem serial killer Que vitima te fascina? Nos teus cadernos juvenis! A mulher da bicicleta A viúva da via expressa A modelo da rede social. Oh! jovem serial killer Que desejos escondes? Nos arquivos do teu computado! O amor de mentiras O fio da melancolia O corpo fragmentado. Curvai-vos para o poema futurista Refaz tua lista de desejos Fecha a porta do teu quarto Acende a luz veste sua alma despida O amor nasceu.

⁠AO POETA FRANCISCO CARVALHO Meu poeta Francisco Carvalho Em memória da poesia
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⁠AO POETA FRANCISCO CARVALHO Meu poeta Francisco Carvalho Em memória da poesia Celebro o dia Com o poema das mãos vazias Poema dialético Poema sem metafísica. Que assim seja o poema: O enigma da vida Algo a decifrar Palavras que transcendem. Qual a metáfora do tempo? O ritmo da canção do vento A rima da eternidade... O mundo é a barca dos sentidos Conduzida pelo anjo cego Na cegueira do tempo Guarda no bolso Os segredos do Universo. Na viagem do tempo Centauros urbanos mudam de cor Como as palavras que mudam de cor Qual é então, a cor do amor? Meu velho poeta Quem pintou os mortos de azuis? Dizem que foi o Senhor do Dia O Dom Quixote atrapalhado O homem da máquina de escrever Aquele que tem o poder da palavra Aquele que esqueceu os sapatos Na escada do paraíso O poeta da eternidade.

⁠MINHA CASA Minha casa É pequena
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⁠MINHA CASA Minha casa É pequena Casa de papelão Caixa de fósforo. Minha casa Tem um pequeno quintal Tem uma mangueira alta Tem sombra fresca Onde descansa a rede Onde cochila a poesia. Minha casa Tem um pequeno jardim Onde florescem jacintos Alegria Felicidade.

⁠O POETA DA PRAÇA DO FERREIRA Em seu escritório instalado na Praça do Ferreira O velho poeta ri do tempo
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⁠O POETA DA PRAÇA DO FERREIRA Em seu escritório instalado na Praça do Ferreira O velho poeta ri do tempo Tempo de delírio Punhal que corta a carne branca Da amada morta. Vestido com seu paletó surrado O velho filósofo Com seu riso canalha Caminha impune Ao encontro de Dante Ao meio-dia adormece em seus versos profanos No final da tarde goza no céu infinito A noite padece no inferno astral. O velho dândi repousa no inferno de Dante Alimenta-se do poema Que se cala No instante em que fala. Absorve a tristeza E o tempo perdido Punhal traído Corpo que padece E por vezes entorpece os passos E adormece nos bancos da praça.