Frase de Raimundo Nonato Ferreira
Memórias da infância Minha casa da infância imatura Guarda o cheiro, o afeto e a memória, Onde os primeiros passos, inseguros, Levaram-me a correr de forma notória. Minha infância tem memórias Tem cantigas e esconde-esconde Guardo tudo da minha história Que o coração aqui responde. Bola de gude e pique-bandeira, Passatempos de um tempo bom. Hoje a tela criou distância, As telas mudaram o nosso tom, Deixando longe a nossa infância. A casa que outrora estava sempre cheia, Agora está vazia, sem o calor de alguém. O aroma da comida ainda vagueia, Lembrança viva do que esse tempo já não tem. Quantas alegrias juntos em família, Gritos, correrias e orientações. Tudo fez parte dessa vigília, Que hoje relembramos com emoções. O espaço dos cômodos vazios Parece ser maior com nossa ausência A casa agora tão extensa e fria Respira dor, tristeza e carência. No quintal, árvores com galhos secos Lembram dias de glórias e brincadeiras, Cheiro de chuva na terra molhada E o pé na lama dessa maneira. Ah, que saudade desse tempo, Doce parte da minha história! São lembranças levadas ao vento, Que eternizam nossa memória. O tempo se encarrega de fazer esquecer Lembranças amargas que só entristecem, Mas traz também alegria e florescimento De situações que na alma enriquecem. Raimundo Nonato Ferreira Julho/2026
No pensador.ai desde