Frase de Raimundo Nonato Ferreira
Pra sempre, minha mãe Amor que não se compara, Mas transforma, se doa, se entrega. Não mede esforços, não para, Mantém guardado no peito e sossega. O colo que me acolheu, Que me embalou e amamentou. Eu chorei e ela sofreu, Me protegeu e no peito quente me envolveu. O pranto é um canto, Era meu grito de socorro. Não era dor, era espanto, Assustado com o gorro, Pois estava frio um tanto. O tempo passou, eu cresci. Não mais me amamentou. Eu sorri, falei, corri, Escrevi, passei... Mas o tempo a minha inocência roubou, Pois cresci, me formei, Trabalhei, cansei, me aposentei. Agora descanso, mas não morri. Eu fiquei, ela partiu, No dia do meu aniversário, o peito desabou e sentiu. Eu chorei, doeu e guardo na lembrança O afago, o carinho e a esperança De vê-la novamente Sorrindo, me amando, cantando… Raimundo Nonato Ferreira Outubro/2026
No pensador.ai desde