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Frase de Pietro Kallef

Sei que atravessa seus olhares sobre a minha alma calejada, portanto, declaro guerra contra os meus sentimentos. A liberdade já não conheço a muito tempo, um sorriso verdadeiro não paira na minha boca flácida. Dancemos a morte dos finais felizes, da paz de espírito e do respeito ao amor próprio. Esperei na janela você passar com uma caixa do futuro para me entregar, mas, a noite caiu e o sol me desperta para a rotina que insiste em me prender. Os seus amigos não me contam por onde andas ou se tens alguém lhe fazendo carícias nos cabelos. Sofro como um menino mimado que não tem o que almejava ter, ainda não aprendi a lidar com essas perdas. Me fecho pro novo e deixo tantas brechas de luz afogarem no lago que sentávamos às quartas-feiras para falar de tudo, menos sobre nós, porque, não estavas preparado para aceitar a realidade, a sua ficção ultrapassou os limites da minha concepção de relacionamento. Se vai a esperança de dias melhores e o meu vício de te querer na rejeição é o meu café da manhã, o que me mantém vivo e estático. Não absorvo sua pena, inspiro seu corpo e ainda o sinto deitado sobre minhas costas pesadas, é como um chumbo que me impede de levantar a cabeça pra observar as estrelas no céu infinito da solidão. Seja feliz por você, lute pelo o que acredita, derrame fé na monotonia e a vença, durma sem despertadores, siga o ritmo natural das coisas, coma chocolates e veja filmes de comédia e chore de tanto rir, mas por favor, não faça como eu, não ames ninguém que lhe dá sinais de que um dia te abandonará, sem dar explicações, sem devolver sua dignidade e te diga que o ama sem um beijo ou um abraço na sequência, esses são sinais que fingimos não enxergar, na ilusão de que a mudança virá, mas ela não vem, pois, quando se quer do lado, o seu universo conspira, escreve cartas, lembra durante o trabalho e as músicas têm uma nova batida, enfim, já fui assim, de amar, agora sou de esquecer.

Pietro Kallef

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Pietro Kallef

Temos que ser fortes ao ponto de conhecermos nossas fraquezas.
Terminei algo que nunca começei, disse palavras revestidas de impressões cruéis, deduzi sem ter provas, atirei pedra e me devolveram flores, entristeci todos e a mim mesmo, reagi com imaturidade e prepotência, ergui minha cabeça a tal ponto que não enxergava mais o passado e velh…
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Terminei algo que nunca começei, disse palavras revestidas de impressões cruéis, deduzi sem ter provas, atirei pedra e me devolveram flores, entristeci todos e a mim mesmo, reagi com imaturidade e prepotência, ergui minha cabeça a tal ponto que não enxergava mais o passado e velhos amigos, andei desesperadamente sobre os trilhos que construí sozinho e que no final não me levaram a lugar qualquer. Te privei da pequena água e me mandaram chuva forte, gritei por ter perdido enquanto muitos choravam em silêncio, não quis escutar enquanto você falava e acabei ficando sem audição por longos anos, rezei pelo meu individualismo nos momentos em que muitos pediam por todos os seres humanos, chamando-os de irmãos. Escondi minhas imperfeições certo do imediatismo, mas, fui consumido pelo egocentrismo trivial. Falaram sobre novos tempos, dias melhores, um amanhã curador e até um travesseiro consolador - onde pusera a cabeça pesada. Cantaram hipocrisias de um final repleto de remissões e que assim os pecados desapareceriam, acreditei que ali tudo terminaria e descansaria em paz, porém, percebi que tudo havia me deixado e nem percebido tinha. Levantei as mãos e ajoelhei ao seu perdão. Permitiria me deitar ao chão? Mereço nada e um pequeno pedaço de solidão, não faça por mim e sim por você - alguém melhor que determinado "eu".

Feri princípios, ignorei o concreto, fingi não ver o plano real de um cartesiano, esqueci palavras que me destruíram por alguns instantes, me curei da chaga venosa, implorei um beijo, entreguei o meu todo, declarei os mais sinceros sentimentos, declamei Cecília, preparei o café a…
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Feri princípios, ignorei o concreto, fingi não ver o plano real de um cartesiano, esqueci palavras que me destruíram por alguns instantes, me curei da chaga venosa, implorei um beijo, entreguei o meu todo, declarei os mais sinceros sentimentos, declamei Cecília, preparei o café amargo, levitei seu corpo sobre o meu e ali permaneci quieto para não te acordar. Fui cego e deixei de ouvir o receio alheio até que fosse suportável para você. Eu nunca pensei em como me livraria desse amor, desejava apenas ter o toque, o cheiro, a saliva, o olhar e os cabelos sobre meu corpo. Procurei no jardim o trevo da sorte, fiz figas, rezei, prometi e cumpri, fiz análise e greve de fome, mas nada teve efeito sobre você. A porta ainda continua entre aberta, para não dizer escancarada e lhe transparecer desespero e solidão, mas, é bem o que representa. Antes, migalhas de você, hoje lembranças. Quando ouvir a nossa música e sentir uma palpitação ou uma vaga recordação, volte e me cubra de luz, somente luz. Infelizmente fui feliz e isso é péssimo.