Frase de Antonio Montes
NO ASFALTO Morre no asfalto... Anta, lobo e gato onça, bode e sapo galinha, galo e galo. Morre... O cachorro e o dono do pato a mala o cadeado o saco morre, jegue, cavalo e gado jacaré cobra e cagado... Gente boa e os safados. Morre no asfalto... Alegria, dia e noite sedo meio dia e tarde tino, sino e badalo. Morre... A felicidade, verdade e gabo montante de hoje e ontem noite horizonte e fado, a ponte para o futuro... A flecha atirada ao monte. Morre no asfalto... Combustível, fumaça, embalo lembrança distancia malho... Todo tipo de aero tipo toda grife, todo ralo. Morre no asfalto... Toda cor e todos embalos ritmos, som e seus estalos todo peso e todo fardo, as sentenças com seus mandos... E os encargos com seus horários. Morre no asfalto, todas as falas e todos tiks dos gagos... Silencio e afretamento sonho de fé e plano, e os segredos de fulano. Morre no asfalto... O homem a mulher o prado, e o ritmo do velho diabo. Antonio Montes
No pensador.ai desde