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Frase de Roberto Eduardo da Costa Macedo

MOEDA AMOR Quem tem a moeda Amor tem a riqueza mais cara, a sua arca é uma ara, possui o maior valor. Só a Alma, quando vibra, é a sua fundição e tem maior cotação do que o dólar ou a libra. Arrecada esse tesouro, porque to podem roubar. Essa moeda sem par vale mais que prata e oiro. Os ladrões andam à solta, a manobrar pelo escuro, nenhum tesouro é seguro... depressa a sorte se volta. Nossa Senhora Roubada tem sete espadas no peito; assim, quem ama é sujeito a ter vida torturada. E Jesus Nosso Senhor, o imaculado Jesus, foi pregado sobre a cruz só por ser o Rei do Amor. Lágrimas de Amor não vêm apurar ao canto dos olhos; cristalizam entre abrolhos, o coração as detém. Correr por Amor não cansa; quero, amando, envelhecer... Morrer de amor é viver, quem ama é sempre criança. Martírios de Amor! Quem há-de condenar-lhe os desvarios, se ele corre, como os rios, para o Mar...da Santidade! Porto, Portugal, 19...

Roberto Eduardo da Costa Macedo

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Pensador.com

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Outras frases de Roberto Eduardo da Costa Macedo

O MEU VARINO Ao Dr. Francisco Ferreira Neves Gabão, varino de Aveiro,
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O MEU VARINO Ao Dr. Francisco Ferreira Neves Gabão, varino de Aveiro, quase sexagenário, tem sido meu companheiro, com vigor extraordinário; O alfaiate Gafanha, autor do risco e do corte, deu-lhe rigeza tamanha que tarde verá a morte; Estaria como novo, se não surgisse a desgraça, o descuido, que reprovo, de defendê-lo da traça; Acalenta tronco e pernas, é completo agasalho; tem o ar das coisas eternas, no inverno de ele me valho; Protege cabeça e rosto, a ser cantado tem jus, a ser em relevo posto, seu altaneiro capuz. Que boa fazenda aquela, já se não vê no mercado! Não entrava a chuva nela, nem o vento mais danado! Ficou por onze mil réis, nos tempos que já lá vão, em que eram outras as leis, o meu valente gabão. «Precisa o senhor Roberto» disse o Diretor, com tino, para meu Pai, e deu certo, «de abrigar-se num varino». Ele deu esta sentença justa e mui sensatamente, porque de séria doença me achava convalescente. Agora está interdito vir à rua em tal farpela, pois o automóvel maldito quer pressa, tudo atropela. Mas em casa, no sossego que não tem tal desatino, me agasalho, me aconchego, me envolvo no meu varino. Gabão, varino de Aveiro, é trajo tradicional e português verdadeiro, mas do antigo Portugal. Meu gabão dos tempos idos, dos tempos de colegial, estamos envelhecidos, fora da moda, afinal! Porto, Portugal, Maio de 1963

O CLAMOR D'OS SEM TRABALHO As fábricas encerradas, Fechadas as oficinas;
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O CLAMOR D'OS SEM TRABALHO As fábricas encerradas, Fechadas as oficinas; Só estão escancaradas As mil bocas pequeninas, As mil bocas adoráveis, Dos filhos dos miseráveis! É o trabalho um dever A que o Homem foi sujeito? Nós julgamo-lo um direito. Qual será maior pesar: Pedir pão e não o ter, Ou não ter onde o ganhar?

O MEU PAÍS Quero país Flor-de-lis;
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O MEU PAÍS Quero país Flor-de-lis; Democracia De fidalguia; Povo lavado E penteado; Cidadão Cristão, Homem irmão, Filho de Deus, Anjo dos céus; Habitação, Um coração, Conchego e amor; Embalo e flor; Piso Liso; Rua de luz, Que conduz, Aos largos da Saúde, Da Força e da Vitude, Cidade, Mocidade; Grandeza De Beleza E movimento Sem tormento; União, Ação Coordenação; A apologia Da harmonia; Tudo a girar No seu lugar. Vieira do Minho, 1937

POLÍTICOS O ladino do polvo toma a cor Da pedra, areia, ou lodo, em que se deita,
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POLÍTICOS O ladino do polvo toma a cor Da pedra, areia, ou lodo, em que se deita, A fim de conseguir, assim, melhor Caçar a presa que escondido espreita. Quando ela passa, longe da suspeita, Esperto, como um tímido traidor, Na água negro líquido ele deita Que cega a presa e esconde o caçador. Políticos também em Portugal Há que MUDAM DE COR perfeitamente, Sem quase meio mundo dar por tal. Mas, quem tem uma vista regular Está a vê-los por aí continuamente De olhar attento à CATA DE UM LUGAR. Coimbra, 20-02-1908