Frase de Rosangela Calza
Um diário em minhas mãos Madrugada fria A vida quase vazia. Chove lá fora. O quarto jaz numa penumbra que me arrepia. Folheio lentamente um diário. Nem sabia da existência dele... O acaso colocou-o em minhas mãos. Sinto-me como se estivesse um altar profanando. Dúvida cruel a me assaltar... Ler ou não ler aquelas linhas ... tão certinhas? Olho-o... descuidadamente... Como quem não quer olhar... Como que por acaso... Dou uma espiadinha. Vejo o meu nome mais de uma vez escrito naquelas folhas que vou folheando bem devagar. De partes em partes há datas... Uma lágrima rola. Nossos instantes vividos estão todos aí Meu eterno amor registrou tudo quando ainda estava aqui.
No pensador.ai desde