Frase de Naty Parreiras
Poema do que não posso poetizar Ó, mas que belas tardes resplandecem no Rio de Janeiro! E as cortinas de fumaça que embaçam a vista da Cidade Maravilhosa?! Os edifícios tão premeditados, tão exatos, a extorquir melancolias... Melodramáticas, fugidias, o Banzo... Mas há o que se destituir de vida tão praieira! Teus coqueiros, teus fúlgidos palmares e palmeiras, hei de rezar uma noite inteira por teus oceanos! Tuas vistas, teus espetáculos desordeiros! Teus acessos ribeiros, maremotos e frios serenos! Eras tu, ó Rio de Janeiro! Teus ensaios de despedida a arrefecer tuas avenidas, tuas recaídas, tuas desunidas brechas a velar o sono de uma vida! Quero mais veias aguerridas! Quero mais de ti, atrevida metrópole, a quem de mim duvida, a quem hei de reivindicar tuas luas ferinas, feridas! Laudas da paz que desemboca em teus verdes vestígios de primitivas matas, evasivas! Permissivas pautas a desmerecer tuas bravas eras de bravata, abrasivas! Meses e mais vezes, estupefata, a encarar tua negativa... E tão idílica ilha... Tão bela... Paradisíaca, de olhares faceiros, ó meu, só meu, tão meu Rio de Janeiro, Porque fostes me lançar teu olhar maré – cheio, Ó breve E não menos célebre, Ó Rio de Janeiro?
No pensador.ai desde