Frase de Naty Parreiras
prEGO O que move teu ego pálido Químico de gelo Por que desfaz-me desmantelo Se os céus esquálidos, esquerdos Doem-me “em mim” o dedo Envolvido de desapego Extorquido do teu ego Do teu zelo? Ego sei te nego Mas me renegas Às léguas intrépidas Do teu medo. Por que o desmantelo Se o martelo dos cegos Martelou-me os sombreiros? Borra-se o pélvico bálsamo de bordas caçoantes Que riem do meu antes D’antes fossem céu-inferno O que limbo, o que eram... Era-me papel pôr de prego És-me tinta furta-cor do cego Dá-me papel, pincelo Pinta-me no bélico pão-farelo Esfarela o cérebro Celebra o clérigo Afago dos histéricos Épicos Podres Póstumos Inexactos... Fossem cactos os cacos em mim... São cactos dos que catam os cacos Cactos caçoam cactos Abstractos Cactos Cactos... Esqueléticos riem... Ruborizaste minha alma Envergonhaste-a de ti Tão dentro, tão fundo Tão pálida, caste minha alma Caste-a de ti... Cactos cactam minha alma Cactos cactam em mim... burocácticos Antes cactos fossem rasgando a alma D’antes fossem cactos rasgando o rim. Firme o “fulgo dos felpes felpos dos Alpes” Alpendres de postes podres de pena Postes podres de pena Pena Cactos Pena de mim... Que não mais tenho pena A cumprir... Mas os cactos, desbocactos Riem...
No pensador.ai desde