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Frase de Miriam Da Costa

⁠Caneta louquaz Sentei-me à beira do silêncio com as mãos tão quietas e a caneta tão louquaz... As palavras me invadiam os pulsos como se a pele fosse papel e o sangue tinta em desatino... Respirei fundo para não dessangrar em versos mas cada sopro era um poema lutando pra nascer sem anestesia... Meu corpo um caderno de cicatrizes e rascunhos mal acabados pedia descanso... mas a alma essa insone insistia em escrever na carne viva do instante... Já não sei se escrevo pra viver ou se vivo apenas pra não sufocar o que escrevo... Às vezes penso que sou só palavra disfarçada de pele... Que meu silêncio é só pausa entre estrofes e meu olhar um parágrafo contido... Tudo em mim é verso preso até que sangro... E quando sangro não é dor é linguagem... E quando calo não é paz é poema em cárcere pedindo redenção na ponta da caneta louquaz.. ✍©️@MiriamDaCosta

Miriam Da Costa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Podemos ferir impiedosamente com as palavras e torturar cruelmente com o silêncio.

Anteontem me embriaguei de realidade e - frágil -
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Anteontem me embriaguei de realidade e - frágil - acordei para mim com uma forte ressaca ontem senti saudade de mim daquela ternura do meu olhar e daquela doçura do meu sonhar daquela minha coragem timida e daquela minha timidez corajosa daquela minha bondade inata e daquele meu querer acreditar no mundo daquela minha sensibilidade estupida e daquele meu chorar por tudo hoje depois da ressaca terrivel acordei de novo em mim naquele mim que agora acredita somente em mim.