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Frase de Douglas Rodrigues da Silva

Narciso Viver de aparências não desfaz a verdade que você esconde. Tão áspero e devastador quanto o sopro da tempestade A desperdiçar as folhas, Caídas e inanimadas, O tempo se desmancha na insurreição das aparências. O meu sorriso não é mais meu. Reflexo quem sabe de outros rostos. Quiçá a cópia fiel de outras personalidades. Quão original pode ser o homem, Irredutível em seus feitos, Insondável nas atitudes, Mas vaidoso em sua autocontemplação. Vou além e digo insatisfeito, Arrogante , sovina, individualista. Indomável? Seria pretensioso assentir. Sua pequenez o atormenta. Somos limitados. Criaturas à mercê da imensidão. Prisioneiros de preconceitos, Fruto da constância De tudo saber, No imaginário infantil E adstrito Frente a pluralidade do devir. De encontro ao tênue tecido da (ir) realidade Existe a razão. Urge a desnecessidade ante a face de um novo dia? A contemplação da vida é o fim máximo da existência. Que sejam meus feitos resultado do esforço contínuo Do meu conhecimento aplicado na utilidade e serventia adequada. Que seja meu sorriso só meu. Que minha opinião seja expressa na inocência da espontaneidade, No jeito inconstante do inesperado, Que chega de repente e surpreende.

Douglas Rodrigues da Silva

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Pensador.com

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Em nome do capital A plenitude só é alcançada com esforço. Engana- se aquele que crê ser a vida
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Em nome do capital A plenitude só é alcançada com esforço. Engana- se aquele que crê ser a vida uma tarde à mercê da sombra e água fresca. Ainda que grande parte das dificuldades sejam criadas por nós mesmos. Por isso, por mais que eu não mereça, sou agraciado e agradeço pela vida e, a mim, isso já basta. Não valorizo a superfície, nem relevo grandes fortunas. E de toda essa gente que acredita na supremacia de metais, ou celulose, forjados para converter, eu tenho pena. O altar pós- moderno se adorna com a alma escrava e cativa da humanidade, que sentenciou no consumo seu carrasco e só agurda agora o decorrer dos fatos para o momento de sua execução. Longe dos meus temores demonizar a obsolescência, rainha e soberana da liquidez de alguns valores. Só rogo para que em qualquer vala não seja encontrada em prematura idade a sordidez da falta de dignidade da nossa raça humana.

Que não seja coveiro os meus pecados, nem o tempo sem cor e sem medida, se a vida não quer mais os meus dizeres
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Que não seja coveiro os meus pecados, nem o tempo sem cor e sem medida, se a vida não quer mais os meus dizeres eu lhe furto o amor e os prazeres e enterro com a pá de algum passado. Que não seja escusável, todavia, sua culpa tão grande que desprezo, nem rezo que Deus, que tanto prezo, perdoe sua audácia e perfídia . Pois mesmo que acabe o meu pranto, não ligo pro amor e pro encanto, pois fez- se de amargo o veneno nos lábios, tão rubros e pequenos, que ainda despertam meu silêncio. Dizer, isso tudo sempre eu quis, já disse, contudo, não ouvis, pois o canto que agora tanto quer enegrece na noite que vier as palavras jogadas a qualquer custo...

Hoje eu quero me embriagar de noite e esquecer
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Hoje eu quero me embriagar de noite e esquecer que o açoite dos meus tormentos é fruto da minha ilusão. Mas não se pode culpar de amor bêbado um coração. A incorrespondência de alguns sentimentos, que orbitam corpos diferentes, machuca, fere e aprisiona num mendigar sem valor. Mas o que contravenha aos meus costumes, nem ligo. Suspiro em silêncio os meus algozes, e terei sorte se me faltar pudor.

Dois dedos de prosa As vezes o tempo conta história que as páginas do destino
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Dois dedos de prosa As vezes o tempo conta história que as páginas do destino não esquecem jamais E a vida é um pouco de memória, Pois nem a lembrança Impõe derrota à areia que a ampulheta esvai. E a voar no infinito A mente não tem limites, Ou horizontes para pensar. Pois nem o mar Impossibilita o homem de se soerguer e mesmo sem chão, se elevar.