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Frase de Luna Moonares

Ilícito sabor. "Desci aquele veículo que me conduzia a incoerência. Senti o ar, frio e suave, bagunçando meus cabelos. E sua ação varreu qualquer culpa que pudesse estar contida em meu ser. Era apenas alguns segundos, até menos.. Mas que valiam pela eternidade. E então veio o alastrante gosto de liberdade. E esta me dominou. Em uma dança de passos apressados, meus pés foram me guiando até meu ápice de alívio. Um desafogo no meio de tanto desespero. Fitei aquele abismo de cores e formas, Intercalando-se com a fragância da irracionalidade. Poderia mergulhar naquele deslumbrante e sedutor panorama. Havia troncos de pedra e flores de janela. Formava uma mata postiça, E essa vegetação aspirava assíduadamente o ar azul, sugava o viço da exuberância das cores. De um cenário de papel. Aos poucos, o primeiro sorriso do dia ia sendo deflorado. O primeiro e único. Porque essa selva tem fome. E quem vive nel,naturalmente,também. Mas a caminhada continua, O coração continua a pulsar. Minha pretenção já estava consumada, E mesmo que, Meu cárater já não era virgem. O som da proibição atacava meus ouvidos. Investia violentamente. E quem disse que esse som me feria? Seria mais certo dizer: Foi como música para meus ouvidos. Ah! E como podia ouvir a orquestra inteira. Caminhei. E a cada passo que dava, brotavam flores.. Dentro de mim. O cenário ia semeando vida em meu selvagem espírito. Indomável por essa sociedade organizadamente primitiva. Caminhei até não aguentar mais. Meus pés estavam impregnados de desobediência. Naquele momento, não era eu, quem controlava a natureza. Parei. Aquele perfume de fantasia não poderia ter outro sabor.."

Luna Moonares

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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"O Intrépido tique-taque" hoje tenho mais do que certeza o relógio encontra-se vivo
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"O Intrépido tique-taque" hoje tenho mais do que certeza o relógio encontra-se vivo e anseia pelo consumo de minha breve estadia pulsa, pulsa, pulsa suga, suga, suga não existe maior fatalidade se não uma porção de horas frias. A inofensiva engenhoca age com destreza engana-nos com seu suave convívio. bum, bum, bum. plim, plim, plim. e então golpeia o tempo cria pernas e trava uma injusta corrida sem linhas de chegada sem troféus ou comemorações. acabará em tudo ou nada. vou me deslocando contra um círculo inerte na ausência de progressos portando uma famigerada sorte dura e vazia.

O sobressalto das quatro pernas. "As cadeiras vão esvaziando-se, e sendo esvaziadas. A sua cadeira permanece lá, até o fim, até a exaustão. Mas lá ela fica, com o rastro de uma presença, tecendo ilusões. A cadeira não está vazia, porque o vazio não é nada. O vazio não nos faz se…
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O sobressalto das quatro pernas. "As cadeiras vão esvaziando-se, e sendo esvaziadas. A sua cadeira permanece lá, até o fim, até a exaustão. Mas lá ela fica, com o rastro de uma presença, tecendo ilusões. A cadeira não está vazia, porque o vazio não é nada. O vazio não nos faz sentir alguma coisa, porque não existe nada para sentir. Não, o vazio seria ótimo, traria a paz. Mas é algo pior, entre a presença e a ausência, há a insignificância. O que torna a espera mil vezes mais perturbadora. Enlouquece, desvanece, esmorece. Não há nada mais absurdamente doloroso do que uma falsa chegada, um ensaio da felicidade. E no meio dessa sinestesia apropriada, a cadeira continua lá. Como um fantasma, para perseguir, cutucar, te provocar. Seria mais fácil não observá-la ali, parada e estática, como se em um passe de mágica fosse ser ocupada. Mas não, essa cadeira não será utilizada, não hoje, talvez amanhã... Quem sabe?"