Frase de Luna Moonares
"O eixo, no caso, está exatamente no caos."
No pensador.ai desde
"O eixo, no caso, está exatamente no caos."
No pensador.ai desde
"O Intrépido tique-taque" hoje tenho mais do que certeza o relógio encontra-se vivo
"O Intrépido tique-taque" hoje tenho mais do que certeza o relógio encontra-se vivo e anseia pelo consumo de minha breve estadia pulsa, pulsa, pulsa suga, suga, suga não existe maior fatalidade se não uma porção de horas frias. A inofensiva engenhoca age com destreza engana-nos com seu suave convívio. bum, bum, bum. plim, plim, plim. e então golpeia o tempo cria pernas e trava uma injusta corrida sem linhas de chegada sem troféus ou comemorações. acabará em tudo ou nada. vou me deslocando contra um círculo inerte na ausência de progressos portando uma famigerada sorte dura e vazia.
"Dissimular-se é a melhor hipótese de camuflar um final feliz."
O sobressalto das quatro pernas. "As cadeiras vão esvaziando-se, e sendo esvaziadas. A sua cadeira permanece lá, até o fim, até a exaustão. Mas lá ela fica, com o rastro de uma presença, tecendo ilusões. A cadeira não está vazia, porque o vazio não é nada. O vazio não nos faz se…
O sobressalto das quatro pernas. "As cadeiras vão esvaziando-se, e sendo esvaziadas. A sua cadeira permanece lá, até o fim, até a exaustão. Mas lá ela fica, com o rastro de uma presença, tecendo ilusões. A cadeira não está vazia, porque o vazio não é nada. O vazio não nos faz sentir alguma coisa, porque não existe nada para sentir. Não, o vazio seria ótimo, traria a paz. Mas é algo pior, entre a presença e a ausência, há a insignificância. O que torna a espera mil vezes mais perturbadora. Enlouquece, desvanece, esmorece. Não há nada mais absurdamente doloroso do que uma falsa chegada, um ensaio da felicidade. E no meio dessa sinestesia apropriada, a cadeira continua lá. Como um fantasma, para perseguir, cutucar, te provocar. Seria mais fácil não observá-la ali, parada e estática, como se em um passe de mágica fosse ser ocupada. Mas não, essa cadeira não será utilizada, não hoje, talvez amanhã... Quem sabe?"
"Perdi o meu incentivo de acordar todos os dias E não ter minha dose diária de alegria. É isso que aconteceu.
"Perdi o meu incentivo de acordar todos os dias E não ter minha dose diária de alegria. É isso que aconteceu. Fiquei viciada na alegria, e cada vez quero mais, e enlouqueço se viver sem. Preciso desesperadamente dessa substância dominando e queimando..em minhas veias. Porém,infelizmente essa alegria só é liberada por uma pequena e significativa coisa: amor. Sim, o amor é uma droga, literalmente. Não existe essa coisa de ter uma vida antes ou depois dele. Só há o durante, e nada mais. Você descarta a possibilidade de ter tido um começo, e adepta-se ao impossível fim. Porque não tem pé, e muito menos cabeça. E como a cocaína, você se torna dependente desta droga. Quando faz uso dela, a felicidade é tão delirante que até se esquece dos problemas que virão com a ausência desta. Além dos problemas que virão com a ausência dele! Sim, dele. O pródigo amor. E basta apenas uma dose. Segundos ou menos. E você já esquece que teve, que tem uma vida, e vive por. Chora por. Enlouquece por. Morre por. E não há outra volta. A não ser que combata-se com outra droga, o que o leva direta e imediatamente para reiniciar todo este labirinto, mais uma vez. Tornei-se escrava do meu próprio prol. E é desta forma que eu estou. Sem poder recorrer a droga, sem poder manifestar um desejo por ela, por causa de um vírus chamado orgulho. E permaneço dessa maneira, em uma suplícia abstinência. Enfim, o ser humano não é feito somente de carne, mas também de sonhos..e desesperos."