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Frase de Hérlon Fernandes Gomes

Todos temos dias cinzas, de silêncios de chumbo, de choros escondidos debaixo do chuveiro, por trás dos óculos escuros. Sim, todos temos dores inconfessáveis, frustrações que se acumulam pelos cantos da alma. O que precisamos fazer é afogar tudo isso, por mais que não se possa, com truques de mágica, fazer sumir esses escombros de nós. Passemos, portanto, nossa vassoura, nem que seja timidamente, nessa sujeira. Não acumulemos nossas lamúrias; não transformemos nossas angústias em bibelôs de estimação, nem exibamos nosso sofrimento só para mendigar um carinho qualquer. Não existe luz em nós quando nos cobrimos de sombras. Mantenha os óculos escuros, chore sozinho debaixo do chuveiro e mate suas dores de desprezo! Sempre existirá fagulhas de esperança e força no nosso íntimo, capazes de nos despertar para o inconcebível de nós mesmos.

Hérlon Fernandes Gomes

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Hérlon Fernandes Gomes

Quando eu remexo nesse baú de lembranças, eu sou feliz novamente. Meu coração se acende em arrepios de alegria e isso é a melhor constatação de que estar vivo vale a pena, de que poder reencontrar velhos amigos, surpreender-se com amores do acaso, aventurar-se como adolescente...…
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Quando eu remexo nesse baú de lembranças, eu sou feliz novamente. Meu coração se acende em arrepios de alegria e isso é a melhor constatação de que estar vivo vale a pena, de que poder reencontrar velhos amigos, surpreender-se com amores do acaso, aventurar-se como adolescente... tudo isso é o que dar cor ao mundo, é o que justifica nossa natureza pura.

Porque, meus amigos, tudo passa tão rápido que, se procuramos traçar um perfil metódico para toda a nossa existência, num lampejo veremos que de nada adiantou tanta cautela, tanto medo, tanto senso em se guardar quando, na verdade, tudo o que provamos foi um prato insosso, doente…
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Porque, meus amigos, tudo passa tão rápido que, se procuramos traçar um perfil metódico para toda a nossa existência, num lampejo veremos que de nada adiantou tanta cautela, tanto medo, tanto senso em se guardar quando, na verdade, tudo o que provamos foi um prato insosso, doente... E aí já não há mais tempo, tempo pra nada; nem mesmo pra curtir sua eternidade, já que você não acredita nela.

Então eu corro para o mar quando amanhece. Eu respiro fundo diante da praia, porque essa imensidão me abstrai e dilui meus quebrantos no balanço das ondas. Sim, é preciso lavar essa tristeza antes que ela transborde; é preciso esvaziar o salão para quando a felicidade chegar, enc…
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Então eu corro para o mar quando amanhece. Eu respiro fundo diante da praia, porque essa imensidão me abstrai e dilui meus quebrantos no balanço das ondas. Sim, é preciso lavar essa tristeza antes que ela transborde; é preciso esvaziar o salão para quando a felicidade chegar, encontrar tudo limpo, com luz de verão e sabor de maresia.

Agora há pouco no supermercado, deixei-me seduzir pela beleza, maciez e perfume de uns pêssegos. Comprei alguns. Em casa, cheguei ávido por devorá-los. Mordi um, decepcionei-me; o segundo, não foi diferente; o terceiro, por fim, desanimou-me por completo. Os pêssegos todos eram a…
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Agora há pouco no supermercado, deixei-me seduzir pela beleza, maciez e perfume de uns pêssegos. Comprei alguns. Em casa, cheguei ávido por devorá-los. Mordi um, decepcionei-me; o segundo, não foi diferente; o terceiro, por fim, desanimou-me por completo. Os pêssegos todos eram amargos, imprestáveis. Doeu-me jogá-los ao lixo; mas valeu a reflexão que eles me deixaram. Acho que foi Moreira Campos quem disse em um dos seus contos que, às vezes, "desejar é melhor do que possuir". Algumas pessoas passaram em minha vida e tiveram o fraco feitiço de me impressionar apenas pela beleza. Tantas eram imprestáveis em essência. Bom seria se pudéssemos antever o gosto das coisas, o íntimo das pessoas. Iguais aos pêssegos, certas pessoas não têm nada mais além da opulência da carne. Em alma, são amargas, vazias e fúteis. Fiquei pensativo...