Pular para o conteúdo

Frase de Hérlon Fernandes Gomes

Então eu corro para o mar quando amanhece. Eu respiro fundo diante da praia, porque essa imensidão me abstrai e dilui meus quebrantos no balanço das ondas. Sim, é preciso lavar essa tristeza antes que ela transborde; é preciso esvaziar o salão para quando a felicidade chegar, encontrar tudo limpo, com luz de verão e sabor de maresia.

Hérlon Fernandes Gomes

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Hérlon Fernandes Gomes

Quando eu remexo nesse baú de lembranças, eu sou feliz novamente. Meu coração se acende em arrepios de alegria e isso é a melhor constatação de que estar vivo vale a pena, de que poder reencontrar velhos amigos, surpreender-se com amores do acaso, aventurar-se como adolescente...…
Continuar lendo

Quando eu remexo nesse baú de lembranças, eu sou feliz novamente. Meu coração se acende em arrepios de alegria e isso é a melhor constatação de que estar vivo vale a pena, de que poder reencontrar velhos amigos, surpreender-se com amores do acaso, aventurar-se como adolescente... tudo isso é o que dar cor ao mundo, é o que justifica nossa natureza pura.

Porque, meus amigos, tudo passa tão rápido que, se procuramos traçar um perfil metódico para toda a nossa existência, num lampejo veremos que de nada adiantou tanta cautela, tanto medo, tanto senso em se guardar quando, na verdade, tudo o que provamos foi um prato insosso, doente…
Continuar lendo

Porque, meus amigos, tudo passa tão rápido que, se procuramos traçar um perfil metódico para toda a nossa existência, num lampejo veremos que de nada adiantou tanta cautela, tanto medo, tanto senso em se guardar quando, na verdade, tudo o que provamos foi um prato insosso, doente... E aí já não há mais tempo, tempo pra nada; nem mesmo pra curtir sua eternidade, já que você não acredita nela.

Agora há pouco no supermercado, deixei-me seduzir pela beleza, maciez e perfume de uns pêssegos. Comprei alguns. Em casa, cheguei ávido por devorá-los. Mordi um, decepcionei-me; o segundo, não foi diferente; o terceiro, por fim, desanimou-me por completo. Os pêssegos todos eram a…
Continuar lendo

Agora há pouco no supermercado, deixei-me seduzir pela beleza, maciez e perfume de uns pêssegos. Comprei alguns. Em casa, cheguei ávido por devorá-los. Mordi um, decepcionei-me; o segundo, não foi diferente; o terceiro, por fim, desanimou-me por completo. Os pêssegos todos eram amargos, imprestáveis. Doeu-me jogá-los ao lixo; mas valeu a reflexão que eles me deixaram. Acho que foi Moreira Campos quem disse em um dos seus contos que, às vezes, "desejar é melhor do que possuir". Algumas pessoas passaram em minha vida e tiveram o fraco feitiço de me impressionar apenas pela beleza. Tantas eram imprestáveis em essência. Bom seria se pudéssemos antever o gosto das coisas, o íntimo das pessoas. Iguais aos pêssegos, certas pessoas não têm nada mais além da opulência da carne. Em alma, são amargas, vazias e fúteis. Fiquei pensativo...

O nosso exercício diário deve ser o de vencer o egoísmo, a intransigência, o orgulho. O ser humano, infelizmente, está fadado a supervalorizar os erros, tropeços e vacilos que nos atingem e esquecem facilmente das alegrias compartilhadas, das vezes que alguém nos consolou com uma…
Continuar lendo

O nosso exercício diário deve ser o de vencer o egoísmo, a intransigência, o orgulho. O ser humano, infelizmente, está fadado a supervalorizar os erros, tropeços e vacilos que nos atingem e esquecem facilmente das alegrias compartilhadas, das vezes que alguém nos consolou com uma palavra de conforto, com o ombro emprestado. Perdoar, reconhecer os erros e mudar são exercícios da alma e, por isso, mais difíceis de se executar.