Pular para o conteúdo

Frase de Francis Iacona

Há quem diga que Jesus não existiu. Eu não penso assim e creio nele. Mas, mesmo que não tenha existido, uma coisa é certa: o drama envolvendo sua prisão, condenação e finalmente sua morte pode ser considerado como a maior parábola que retrata a sociedade em que vivemos, de todos os tempos. Encontramos na sociedade os antigos fariseus (símbolo da hipocrisia), as testemunhas falsas (os puxa-sacos de hoje que mentem para atender a um apelo de uma autoridade qualquer), os Judas, os Pilatos (e como tem Pilatos neste mundo! Todos em cima do muro ou lavando as mãos). Ali vemos o retrato da sociedade volúvel. No domingo aplaude, na sexta-feira condena. Essa é massa que os políticos fazem o que bem entendem com ela. O amigo em que se depunha fé, na hora do vamos ver nos abandona e ainda diz para diversas pessoas que não nos conhece!... Os jogos políticos envolvendo Pilatos e Herodes podem ser vistos entre presidentes de empresas, entre dois advogados que não se davam bem, entre dois juízes que têm divergência. Nestes casos todos um coitado qualquer serve de pretexto para o jogo e tudo acaba bem entre eles e o coitado continua na pior... E por aí vai. São muitos detalhes da história sagrada que tenho encontrado correspondentes em nosso mundinho velho. Se não existiu o Cristo, quem escreveu os textos evangélicos foi uma pessoa muito arguta.

Francis Iacona

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Francis Iacona

Depois de um certo tempo de casados, o homem que era astuto fica mais ingênuo e a mulher que era ingênua fica matreira.
Podemos dizer que a Bíblia judaica - Velho Testamento -, tem cunho capitalista e defende a propriedade privada. Se tudo pertencesse a todos não haveria motivo para uma lei que proíbe o roubo e que consta no decálogo - "não roubarás". Nem tampouco faria sentido as grandes propried…
Continuar lendo

Podemos dizer que a Bíblia judaica - Velho Testamento -, tem cunho capitalista e defende a propriedade privada. Se tudo pertencesse a todos não haveria motivo para uma lei que proíbe o roubo e que consta no decálogo - "não roubarás". Nem tampouco faria sentido as grandes propriedades de terra e criação de gado mantidas pelos patriarcas judeus - Abraão, Isaque e Jacó.