Frase de tadeumemoria
Nada era verdade quando a verdade era nada; Matou o gato, o periquito, o cachorro, Matou a namorada Nada era verdade ainda; Matou a galinha, o coelho, matou a vizinha... A realidade se media pela quantia E tudo se multiplicava por nada; Matou o que era verde e o que não era que era estático e o que se movia Mas a verdade não aparecia Matou o concunhado, o vigário a messalina, E quando era sábado sem a contrição, Sem chave de coxas na cintura, Sem a loucura daquela língua e aqueles lábios, Achava-se sábio... Mataria o anão, o filósofo, o prefeito; Mas por mais que matasse, não mataria o prazer O prazer de matar, talvez matar não fosse solução, Talvez a solução fosse morrer Morreria num sábado ensolarado, numa segunda Chuvosa Ou numa quinta; numa quinta serena... Missa de sétimo dia e novena... Um edifício, trigésimo andar... Um voo onde sua alma alcançasse mais fácil o céu E somente seu corpo se esfacelasse No solo duro da realidade Porque a verdade era nada, nada era verdade...
No pensador.ai desde