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Frase de Luis Mateus

⁠Morrer em vida... Tu e eu tínhamos um sonho! Encontrar um lugar Onde nos pudéssemos esconder e amar Porque fomos feitos um para o outro Como a noite para o escorpião! Mas dizem astros que não! Que não haverá aqui ou acolá Nem um qualquer lugar... Morrer castigado em vida ou viver errado, Qual o maior fardo? Palavras tuas que apedrejei e devolvi ao vento, Maltratei borboletas que nasceram de nós, Fiz da flor dada, uma lembrança e da recebida, uma bola de trapos... Estou cansado de me cansar, Do pesar da consciência pesada, Dos porquês de um dia teres sido a mais incompreendida e a mais amada! Cansado... De ser floresta vazia de raízes e oxigénio, De te procurar, porque estás em toda a parte e em parte nenhuma! De não ouvir um sopro teu, nem ventos de mudança... Pudesse eu voltar atrás E não me poria na prateleira das coisas mortas e obsoletas... Perdoa-me o que não disse, fiz ou não dei e o pouco que amei Como eu te perdôo o mal que me fazes... Vertem-se-me lágrimas que não caem ao chão, Ficam todas presas nos porquês de não te poder ter Porque também em vida se pode morrer! Sonhava um casamento de almas em que nos imaginava num equilíbrio que selava ambas as polaridades... ...a tua e a minha! E tu estás tão linda... Ainda te amo... Ainda te choro e de vez em quando, ainda te soluço... E sempre te amarei... Ainda, tanta coisa... Ainda tanto por doer e dizer... Ainda me dóis onde a dor mais dói... Ainda me perco nos teus olhos castanhos... São relativos e estranhos! Quando me olham, sérios e perguntadores, não dizem nada! Convidam-me apenas a pedalar no lodo, sem pedais E obrigam-me a fumar cada vez mais! Oxalá me chamassem às fogueiras dos lençóis da tua cama, Onde faríamos amor todos os dias... Queria amar-te de mil maneiras e mais algumas que não esperasses, Queria que tivéssemos sido liberdade, glória e cumplicidade... Tenho saudades... Do teu sorriso, do teu olhar inclinado a namorar o meu, Das prosas de Julieta e Romeu Que me deixaram refém De “amo-tes” que diziamos e dos não ditos também... Saudades... De andar de mão dada Numa qualquer rua, esquina ou calçada... Dos nossos rebentos... Os que tivemos e ainda vejo A precisar de um beijo e tantos lhe demos! O amor, Se ele me sorrisse, Eu lá estaria para o receber e matar O que o matou um dia... Morrer em vida são pés no chão a cair por um telhado Que estava certo de amor, Mas errado, sem alicerces... A morte, A que me foi redigida Por um defensor dado à sorte, Nem proferida foi ou acusação teve, Nem fraca, nem forte! Seria hoje morto em vida Se me dissesses um “amo-te” aqui e agora, daqueles intemporais e sentidos. Depois nada. Lágrimas falariam por mim. Talvez o corpo tremesse por dentro e eu sorrisse por fora Antes de morrer... Está escrito nas linhas das mãos, nos corações Que será noutro amanhã, noutro lugar Quem sabe em Marte, num qualquer ano Porque o meu amor é marciano, Talvez verde e com antenas, Como eu, maturado... Apenas... Se um dia te vir por aí de mãos dadas, Que seja ao menos o teu conto de fadas, Porque o lugar que deixastes era o meu. Até depois... Uma flor com um “Amo-te” lá dentro... Toma. É para ti.

Luis Mateus

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Amo-te assim! Amo-te assim, como o fogo ama arder E arremessar calor e luz do seu ninho; Quero assim como ele, amar-te e morrer Contigo e assim arder devagarinho. Amo-te assim meu amor, e lá mais adiante Quando formos pó, poeira e coisa nenhuma, Debaixo da terra, serei teu amigo e amante, Serei teu mundo, até que ele nos consuma. Amo-te assim, tão-só e simplesmente, Que tão certo é Deus ser fé e piedade Como a minha boca que não te mente Ou estrelas e astros terem gravidade! Perca eu a voz, o chão e tu e de repente, Se este soneto não é, todo ele verdade.

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⁠O primeiro amor Antes de tudo e todos, vem o primeiro Encanto, beijo, paixão, ou amor talvez, Uma flor que se dá ou não por inteiro Ou o primeiro amor ou a primeira vez. Pousa a borboleta na flor de um jeito, Que no mel de seu ventre faz encosto, Como o tolo coração, que fora do peito Bate, antes de lhe bater um desgosto. O primeiro beijo é tépido e desajeitado, A prima paixão, tonta e sem medida E a primeira vez é um céu estrelado! Nada é eterno! Tudo é início e partida. E o primeiro amor dura só um bocado Até vir o primeiro desgosto da vida.

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⁠Profetas Papaloni Certas tolas manadas de burlados credores Carregam profetas ilusionistas em andores Que amestram uma tal curvada humanidade Num certo pasto d’uma reles fraternidade! Dizem cuidar d’um tal rebanho espremido, Da ovelha que lá foi e não devia ter ido, Como a que não sabe por onde tem andado: Se submissa, a pecar ou a roçar o pecado. Papaloni é ser um tal pastor engenheiro De questionável fé e duvidosa salvação, Que através de um tal medo aduaneiro, Cobra ao mundo uma certa contribuição, Porque uns dão um desatento dinheiro A uma irmandade atenta à desatenção.

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⁠Mentir o amor A mentira severa que dura Engana a boca que a profere! É lobo sem lei nem bravura! É cordeiro em pele de engodo Que a todos dor confere. Vai cavando a sua sepultura E conspurcando de mágoa, O algodão que tinha no princípio. A língua ensanguentada É limpa depois com tintura, Pra desinfetar culpas e aflição! E nas entrelinhas do seu errar, Vai pedindo ao amor, Perdão! Mentir, Quem não usou já dessa pomada? O problema da mentira É a sua incontinência! Quando já nada a segura! Quando ela vira gente E mente, mente, mente!