Frase de tadeumemoria
Sabe, o pessoal da praça que contava estrelas sob marquises... aquelas esquisitices de pular, cantar e plantar bananeiras como se tudo fosse muito engraçado, como se tudo fosse brincadeira como se fossemos muito felizes como se os restos do restaurantes e alguns pedaços de sanduíches tornassem nos fortes para olhares de desprezo, para o frio de maio e junho ou uma, ou outra bala perdida... morremos um pouco, ou morremos muito mas a desigualdade se multiplica e faltam calçadas, faltam marquises, faltam olhares para seres tão ínfimos e o que nos protege da dor, o que nos protege da dor de existir, é a dor dessa dúvida, é exatamente esse gume, caminhar sobre essa navalha são as estrofes, cada dia sem nenhuma morte, e que poema é esse? esse é o poema da dor, o poema que nunca termina, que a gente rima e a gente declama o poema da dor da exclusão...
No pensador.ai desde