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Frase de tadeumemoria

ESQUARTEJADOS saboreou seus dedos lembrando o medo das seis da tarde quando ele regressava investigou suas golas, espionou suas etiquetas roeu falange, falanginha e falangeta lavou seu tênis e seus testículos lembrou momentos bonitos que já pareciam longe quando fingia chupar seu sangue e morder sua glande fez picadinho do coração ao som de um violino e um violão: ''mas não me olhe assim, nem pense que eu sou ruim e nem sou revanchista eu só quero o céu do teu olhar no olhar do meu céu e me enganar que você foi fiel" "eu rejeito o amargor desse fel e esta angústia cruel de imaginar-me traída... e parecia absurdo o ar de pânico do cadáver todo duro com os olhos fixos e arregalados depois vamos pra serra, depois da serra elétrica e da imperfeita métrica desse poema " depois do último raio do crepúsculos relaxa os músculos vamos pra serra, depois da serra elétrica vamos pra caverna dos esquartejados te disse que nosso amor era pra sempre e infinito terei esse olhar aflito terei teus gritos terás companheiros: Osmar, Raul e Benedito Perdoa! A fila anda...

tadeumemoria

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Pensador.com

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ainda não inventaram as palavras que definam a essência de ser mãe
Você não sabe que depois vem outro dia Com outras paisagens e outros ocasos, A vida é transitória e o nosso orgulho pune a alma,
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Você não sabe que depois vem outro dia Com outras paisagens e outros ocasos, A vida é transitória e o nosso orgulho pune a alma, Depois vem outro dia com outras necessidades Uma sensibilidade maior vai te fazer perceber O que verdadeiramente é belo O que verdadeiramente soa bem aos ouvidos; Nesse tempo o grasnar das gralhas vai ferir teus tímpanos E a primavera de cigarras e pardais vai estar bem distante...

REVOADAS Há um segundo atras O rio era outro, outras águas
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REVOADAS Há um segundo atras O rio era outro, outras águas Eu teria uma vida mais longa... Há cinco segundos atras Eu era mais jovem quinze segundos Somando-se dez segundos Que eu levei pra escrever esta frase Há dez minutos eu tento falar Que o tempo passa E implacavelmente deixa suas marcas... Há quanto tempo tento falar desse enigma Outros olhares, outras palavras, outros rios E o rio passa em mim há quantos séculos Outras palavras não explicaram Ou não foram compreendidas E o tempo tingiu nossas cãs Um dia nos erguemos sobre nossos membros inferiores E pensávamos que sabíamos de tudo Mas o tempo muda as paisagens Verga nossas espinhas e embaça os horizontes Mas nós poetas escrevemos E libertamos pássaros em revoadas E nesse bater de asas divino De editar sentimentos, alguma coisa muda E navegamos incólumes às vicissitudes naturais O individuo perece mas o poeta é imortal

JOSEFA Josefa matou o cachorro porque latia muito Matou o gato porque miava
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JOSEFA Josefa matou o cachorro porque latia muito Matou o gato porque miava A galinha porque cacarejava, Matou o avô de quem não gostava muito A avó porque reclamou do suco O tio porque era um vadio A tia porque criava cutias Josefa matou o vizinho porque não dava bom dia Matou seu Mané no boteco Porque botava boneco quando bebia Josefa matou o carteiro porque não dava notícias Josefa matou a enteada Porque falava no ex-marido O finado morreu de um pirão que comeu Seu segundo marido comeu baião e nunca mais acordou Seu último companheiro morreu de martelada Desconfiado não queria comer nada... Hoje Josefa paraplégica na cadeira de roda sob a sombra do oitizeiro Rever todos os que partiram Sabe que morreu faz tempo Mas o tempo não quer saber de Josefa...