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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

SONETO NA PRIMEIRA PESSOA O nosso eu, está em constante luta Que eu em mim, agora vai portento? Se sou quem sou, não sou momento Pra ser quem sou, no eu tive conduta Em nada fiz pro eu estar desatento De fora ou de dentro, da vida recruta Se não vago, eu, sempre na labuta Pois, o tempo é eterno ensinamento Quem é este em mim que o ser imputa Pois, o diverso é mais que juntamento É sentimento, num tal zelo sem disputa Não hei sabê-lo se houver "divisamento" Afinal, se há partilha há também permuta E meu eu: é fé e amor num só complemento © Luciano Spagnol poeta do cerrado 10 de agosto, 2016 Cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano