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Frase de Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

INVERNO (soneto) Inverno, gélidas manhãs e noites Dias curtos, saudades em açoites Sentimento coroado de melancolia Acanhamento do sol, nublado dia Flores embaçadas e transfiguradas Trovejantes são as luas nas madrugadas Embaladas pelos ventos e seus uivos Aos sentimentos, os brilhos ruivos Quem és, que trêmula o afeto assim Nos pingos crepitantes do confim Das estrelas, dos céus e seus querubins É o convite aos odores enamorados Aos amores nos lençóis entrelaçados Calefação a alma, ao amor, apaixonados. © Luciano Spagnol poeta do cerrado 12 de junho, 22’45”, 2012 Cerrado goiano

Luciano Spagnol - Poeta mineiro do cerrado

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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei
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ME PERDI, E ME ACHEI Não me perdi na imensidão... me perdi Na melancolia do cerrado. E me julguei No chão, e da terra então, eu me achei Se daqui eu sai, hoje, meu lugar é aqui Mas há ilusão no tempo, se acolá e ali Outros houve, e assim, eu então farei Caminho, na diversidade, caminharei Num ardor sublime, na terra araguari Ah! Ó saudade de cólera tremenda Os sonhos sonhados agora fugitivos E as lembranças ao coração inflama Poetizaram nas rimas desta lenda A emoção tão comuns dos vivos Os desenganos os deixo na lama. © Luciano Spagnol poeta do cerrado Novembro, 2018 Triângulo Mineiro Olavobilaquiando

O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação
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O grito A angústia morde os lábios Árido de tanta perturbação A alma gretada cata os sábios Fundamentos do terno coração Ardendo o pedido de socorro Sufocados no amorfo pulmão Onde a erudição se faz forro E manta das quedas do coração O corpo chora as agonias E o alarido estridente uivo aflito Tentando cuspir arrelias Das entranhas num seco grito © Luciano Spagnol poeta do cerrado 06/08/2012, 18’58” Cerrado goiano