Frase de José Henrique Boia dos Santos
Meu céu. Vez em quando uma estrela Passos em nuvens Céu cinzento sem o básico Uma navegação de incertezas Mapas e marcas contendo erros Buscam apenas uma estrela Desistir é sempre a opção da busca No universo dessa frágil universidade Cálculos não cabem ao desejo Asas com a esperança desgastada Penso cair como um anjo Preso ao solo de uma ilusão De pé ainda por força de um destino Que a mim foi doado determinadamente Me exijo dobrar os joelhos da decepção Onde não me cabe mais errar E acertar é uma palavra, nada mais Perdeu-se nos erros de meus passos Que encontram brilho e até luz Mas nunca houve uma estrela Se apagam ao primeiro toque Assim como cometas ao tocar o solo E de volta a escuridão Corpos que constelam meu confuso eu Que brilham a noite e se apagam ao dia Sentimento artificial e sádico, carnal Onde não se tocam estrelas Corpos num céu nuvens de lençóis trocados Fugirei das luzes da cidade Irei ao topo de mim mesmo E na escuridão de meu próprio céu Paciente e consciente Uma única estrela tocarei. José Henrique
No pensador.ai desde