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Frase de André Ferreira

VIDA PROJETADA Se alguém num dia comum... Havendo chuva ou sol, Se este alguém diz que o dia e' conflituoso e se põe a murmurar... Este alguém passa a contestar o criador do universo e este Conflito não esta' no mundo senão no próprio Pensar... Passa por entre este e o pensar duas vidas que em versos posso Afirmar... Uma vida e' a vida que se vive, esta beija a realidade; A vida real que podemos medi-la e retrata-la. A outra vida e' a do pensar; a projetada no pensamento. A esta ultima a projeção contorna o idealismo, com o qual o pensamento Passa a lidar. Com todas as forças do ser tentamos viver o ideal, não somente vivermos Com o respirar. Entre a vida real que podemos tocar e a outra do pensar reside a distancia Da incerteza que por ela a tornar. Numa hora somos galinha e conhecemos bem o quintal a ciscar...; e nosso Mundo e' grande como um quintal. Noutra hora somos águia e o mundo e' nosso quintal, assim como o galinha A águia precisa conhecer seu espaço. Vivermos contidos num espaço "ideal" ou viver o ideal num espaço, não contidos. Se somos galinhas estamos a esperar diariamente pelo criador... Se a morte muda seu cardápio e' certeira a sorte. Esperar, esperar... num quintal ate' seu final, mas, Se somos águias já estamos nas alturas com o criador e a sorte e' levada em conta. Que os anjos sejam piedosos! Que os anjos sejam vegetarianos!

André Ferreira

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Pensador.com

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Não importa quais problemas eu tenha dentro de mim, pois, se um sorriso sincero aparecer por uma atitude minha, meus problemas serão menores do que minhas alegrias.
MINHA AMENDOEIRA Um dia fui até que [ por demais feliz], Lembro-me de uma velha castanheira.
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MINHA AMENDOEIRA Um dia fui até que [ por demais feliz], Lembro-me de uma velha castanheira. Embaixo dela brincava no tempo de minha Infância. Chamava-a pelo nome de castanheira, mas, O que se comia era a amêndoa [ o fruto]. Certo dia dessas distrações de criança, Pus-me a brincar num balanço improvisado. De maneira meio solta e leve com a vida, como A quem não deve nada e não sabe de nada. Comecei numa pressa de viver o momento Que só e' peculiar 'as crianças. Na primeira balançada foi um vai e vem Esplêndido, e na segunda vez foi uma atirada Um pouco mais ousada, rabiscando os pés no Chão para dar impulso. Era um sonho de voar nas estrelas e retornar ao Chão. Ali nos braços da castanheira via que Amêndoas eram estrelas e o céu era somente Outro lugar. Na terceira vez foi um tanto celestial e eternizada, Pois povoa minhaslembranças ate' os dias de hoje. Quando atirei-me para a terceira vez foi num impulso Potencializado pelas primeiras vezes. E dessa vez Fui ao céu da castanheira bem perto das amêndoas; Amêndoas [ que eram estrelas]. Quando retornei ao meu corpo, senti que um portal Se abriu e via perfeitamente como num telão Aqueles dez segundos que relataram toda minha vida. Só percebi coisas indeléveis, doces e inocentes como Coisas de crianças. Então passei a vigiar-me para Que nunca cresça a ponto de não ser mais criança. A única e grande verdade e' que nosso anjo e' a criança Permanente em cada um de de nós. O adulto e' um ser oculto que se despiu das asas brancas E enveredou-se no sombreado da vida. Tudo isso eu sei porque era criança, e via como as crianças Viam e nada saberia se já fosse adulto. poeta_sabedoro ⁠