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Frase de André Ferreira

MINHA AMENDOEIRA Um dia fui até que [ por demais feliz], Lembro-me de uma velha castanheira. Embaixo dela brincava no tempo de minha Infância. Chamava-a pelo nome de castanheira, mas, O que se comia era a amêndoa [ o fruto]. Certo dia dessas distrações de criança, Pus-me a brincar num balanço improvisado. De maneira meio solta e leve com a vida, como A quem não deve nada e não sabe de nada. Comecei numa pressa de viver o momento Que só e' peculiar 'as crianças. Na primeira balançada foi um vai e vem Esplêndido, e na segunda vez foi uma atirada Um pouco mais ousada, rabiscando os pés no Chão para dar impulso. Era um sonho de voar nas estrelas e retornar ao Chão. Ali nos braços da castanheira via que Amêndoas eram estrelas e o céu era somente Outro lugar. Na terceira vez foi um tanto celestial e eternizada, Pois povoa minhaslembranças ate' os dias de hoje. Quando atirei-me para a terceira vez foi num impulso Potencializado pelas primeiras vezes. E dessa vez Fui ao céu da castanheira bem perto das amêndoas; Amêndoas [ que eram estrelas]. Quando retornei ao meu corpo, senti que um portal Se abriu e via perfeitamente como num telão Aqueles dez segundos que relataram toda minha vida. Só percebi coisas indeléveis, doces e inocentes como Coisas de crianças. Então passei a vigiar-me para Que nunca cresça a ponto de não ser mais criança. A única e grande verdade e' que nosso anjo e' a criança Permanente em cada um de de nós. O adulto e' um ser oculto que se despiu das asas brancas E enveredou-se no sombreado da vida. Tudo isso eu sei porque era criança, e via como as crianças Viam e nada saberia se já fosse adulto. poeta_sabedoro ⁠

André Ferreira

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de André Ferreira

Não importa quais problemas eu tenha dentro de mim, pois, se um sorriso sincero aparecer por uma atitude minha, meus problemas serão menores do que minhas alegrias.
⁠INFLUXO A tristeza vil que não se esvai, De certo que não se harmonizou,
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⁠INFLUXO A tristeza vil que não se esvai, De certo que não se harmonizou, O peito palpita e o fluxo atrai Novamente a brasa que tocou: Ao peito rígido a bomba-coração. Que bombeia e segura a alma. Se fosse chamá-lo seria de ação. Porque o espirito ora se acalma. Então em segundo chamá-lo-ia De espirito, pois vibra toda alma. Mas há dias que dói, dói e adia A felicidade do pobre, e desalma; O pobre que desanima e berra. A felicidade do pobre e' atrasada; Uma felicidade atrasada e aterra O sonho no tempo da[ abrasada]. Os sonhos deveriam cumprir meta. O sonho sempre chega atrasado Para o pobre, mas não o "porreta", O que tem espirito, mas o vasado. O coração nada sabe das almas. O coração e' um falseador tático. Quando e' tristeza bate palmas. O coração nunca será temático. Pobre de espirito, espirito carece. Precisa de animus de avivamento. Ao coração pode fazer uma prece, Mas a alma que flui renascimento. poeta_sabedoro