Frase de Piggy
POEMA PARA UM AMIGO À BEIRA DA MORTE Aonde é o começo ou fim do correr? Lembro-me das noites quentes, Quando sentados no telhado de vidro Absortos em meio à fumaça inebriante Acompanhávamos resplandecentes O rastro veloz das estrelas cadentes artificiais Cintilando e logo sumindo na noite escura Transformando, movimentando a cidade amorfa Girante caleidoscópio de pensamentos Entre prosas e poemas Sonhos e sentimentos profanos Divinizando-se no voar baixo Pelas ruas, bares, bocas e olhares Sob o crivo dos justos ignóbeis Os que nunca tiveram a coragem de Caminhar na beira do abismo Por medo de confrontar o fundo insondável De suas almas incógnitas Aonde é o começo ou fim do correr? Não conheço a hora certa De atravessar a ponte sem medo Conheço apenas a poesia dos momentos Canções da existência Notas e timbres, Ritmos da dança das lágrimas e sorrisos Motivo do entender do viver e ter Talvez o começo e o fim Como o saborear da límpida água da fonte Saciando a sede do conhecer Reflexões de que tudo flui Bastando querer seguir sem importar-se com o inexistente tempo Afinal, o adeus não existe Pois, como as noites findavam com o raiar do sol Observados pelo infinito de nossos olhos Além da caixa empoeirada, do alto nos telhados de vidro Existíamos, meu amigo Para cada novo dia, para cada velha noite, Perpetuando-se na eternidade.
No pensador.ai desde