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Frase de Allan Caetano Zanetti

Lágrimas do português Natural de Portugal, na mesa de um restaurante Está o velho homem apreciando o vinho do Porto Enquanto no fundo se sente um tanto morto Ao fitar os olhos de sua sedutora amante Filhos e esposa em casa, dura lembrança Mais um sentimento que ele jogou fora Não restando nem mesmo alguma esperança De consertar o que é o seu presente agora As lágrimas que o português então derrama Todas tão frias, desaparecem ao anoitecer Sua vida é o seu próprio pesadelo, veja O sujeito não dorme, mal consegue comer Apenas mais uma dose e outras tantas Que amenizam a sua vergonha moral Vendeu sua alma por um preço medíocre Foi presenteado com o prazer infernal As lágrimas do português, de crocodilo Não comovem mais os seus semelhantes Longe de casa, dos amigos e de si mesmo Encontra fôlego na companhia da amante.

Allan Caetano Zanetti

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Ao natural Se desse pra te tirar da memória Eu já teria te deletado do sistema
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Ao natural Se desse pra te tirar da memória Eu já teria te deletado do sistema Só que eu lembro de quase tudo E estou com um baita problema Na areia da praia ou na calçada A saudade leva o mesmo nome Até no lado de lá deste planeta Não há outra a quem eu chame Política, economia e sociedade Fico atento às novidades todas Mas sem nenhuma notícia tua De Dubai, as experiências boas Sinto em segredo, sei esconder Falar sobre tudo sem me expor Evocando os teus olhos verdes Crise fiscal só me causa torpor Foi um prazer ter te conhecido Na contramão da miopia geral Uma observação atenta saberia Que só por ti escrevo ao natural.