Frase de Célia Moura
Nascem-me das mãos madrugadas de afronta, enquanto do meu ventre gritam araras em agonia No lagar da morte aprecia-se o vinho enquanto gemem os dias absurdamente iguais mordendo pétalas, as mais belas. Nasce-me dos olhos a fome com rosto de meninos mas é em becos sorridentes onde meu fado habita que a morte se esgueira expande, agiganta-se num leito de beijos. Nascem-me das mãos madrugadas de afronta, mas é na face uterina da noite que se incendeiam os dias e nessa luz imensa acalma-se a agonia deste meu ventre de pranto
No pensador.ai desde