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Frase de Cássio Jônatas

MEU CANTO Canto quando estou sozinho Canto pra me decantar Canto, mas não te encontro Sei que meu som vai reverberar Sei que meu som vai reverberar Canto com a voz embargada Canto pra você chorar Canto e depois recanto Em meu recanto quero te esquentar Em meu recanto quero te esquentar Canto e te causo espanto Canto de cisne e até de sabiá Canto com o olhar escanteado No canto da tua boca eu quero pousar No canto da tua boca eu quero pousar Será que o meu canto agrada? Será que vou te encantar? Sei que o meu canto é simples Mas em meu canto quero te abrigar Mas em meu canto quero te abrigar Canto pra te dar carinho Canto pra te conquistar E como te quero em meu canto Eu crio um canto pra você voar Eu crio um canto pra você voar Canto no canto da sala Canto em qualquer lugar Canto alto, canto baixinho Em teu ouvido eu quero morar Em teu ouvido eu quero morar Canto com os olhos fechados Canto e não vou parar Por isso, canto canto, canto, Canto, canto, canto, canto Canto, canto, canto, canto Canto, canto, canto, canto Canto até ficar rouco Canto para ecoar Canto para ecoar Canto para ecoar Canto para ecoar Canto para ecoar Canto para ecoar...

Cássio Jônatas

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Pensador.com

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ANDARILHO AMOR Meu amor esparrama Não preciso demonstrar
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ANDARILHO AMOR Meu amor esparrama Não preciso demonstrar Meu amor é genuíno Reflete no meu olhar Não me interprete mal Não guardo para ti É panaceia universal Não quero te possuir Meu amor é perdigueiro Pouco afeito a dinheiro Ama praia, mar, coqueiro Ama mãe, pai, lixeiro Cumprimenta toda massa Deixa migalhas onde passa Pra quem está no chão da praça Pra quem está nos palacetes Meu amor é poligâmico Com um olhar ou um espreite Ao humilde ou histriônico Deixa tácitos bilhetes Sem medos e arremedos Meu amor é um enredo Com flertes e cortejos Ama Maria, João e Pedro Meu amor não tem muros Meu amor morre de fome Na cama, causa urros Sorrateiro, te consome Meu amor não escraviza Meu amor não dilacera É uma delicada brisa Que extermina uma guerra Meu amor à terra Aos grãos e sementes Amor medido em tera Afoga-se nas nascentes Meu amor é ateu É teu, é réu, é deus É vivo, não morreu! Nos versos, eterneceu.

CONSUMISMO Pobre mundo consumista, de indivíduos sadistas, que para lucrar, escravizam! E tornam-se escravos do próprio modo de vida, dos fetiches que preenchem seus egos. Cegos, só enxergam o próprio nariz empinado. E nada fazem para alimentar o nada. E nadam, nadam... esperanç…
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CONSUMISMO Pobre mundo consumista, de indivíduos sadistas, que para lucrar, escravizam! E tornam-se escravos do próprio modo de vida, dos fetiches que preenchem seus egos. Cegos, só enxergam o próprio nariz empinado. E nada fazem para alimentar o nada. E nadam, nadam... esperançosos nesse nesse mar de ilusão. Constroem a riqueza em detrimento à miséria dos restos do mundo. Aqueles com sorrisos indigestos, que mendigam, que assaltam, que roubam, que matam e comem os restos. Aqueles atados a um gene maldito que os trouxeram ao mundo, que nasceram chorando lágrimas e vivem chorando sangue. E não têm escolha, colhem aquilo que não plantaram, afinal não têm o que plantar. A contraposição é infinda. Enquanto uns desfilam de carro e regam-se com vinho importado, outros desmiolados mendigam miolos de pão. Em vãs lutas que não mudam o mundo, mas preponderantes para a sua sobrevivência. E isto é o que lhes resta, já que não sabem o que é viver. Sem ter acesso à educação que possibilite alcançar a tão sonhada riqueza vendida na tv, nos jornais, nos outdoors etc, os injustiçados fazem a justiça com as próprias mãos. Com a frieza que lhes foi herdada, que lhes foi transmitida. Sentidos, esquálidos... buscam um sentido para a vida, querem ser alguém, ter a roupa do artista famoso, o relógio da propaganda. Querem esquecer as marcas do seu passado inglório e usar a marca que o valoriza, que o torna gente, que o torna visível. Mas tudo é tão irrisível... Assim como os "burgueses", os ingênuos "proletários" compram ilusão, pensam estar no paraíso e acham que fugiram do inferno. Só acham, pois o fogo continua ardendo e queimando muitas vidas. Pois é assim que funciona o sistema, uns morrem de fome, outros morrem assassinados. É a sina, não há escolha! São idas e vindas, sepultamentos e nascimentos, que não mudarão esse calabouço habitado por um mar de chamas quase apagadas. Esse mar dos ricos pobres e pobres ricos, dos sôfregos e sofridos arremedos. Todos afogados em medos e trancafiados numa janela, onde o raio de luz não traspassa e o pensar é prensado.