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Frase de Ricardo Maria Louro

⁠A Culpa do Poeta - Minha mãe eu sou poeta num mundo sem sentido a lágrima d'um Touro, (asceta) que da manada está perdido ... Não estou vivo nem estou morto! Minha mãe que culpa tens?... Não tens culpa deste aborto! Diz-me ó morte quando vens!!... Minha mãe de quem a culpa se não é minha nem é tua?! Quem me deu a triste luta que m'enlouquece pela rua?! Sou o grito d'um vulcão que quer a terra prometida, que mentira d'alcatrão numa estrada à deriva! Sou culpa e condenado, assassino sem ter morto, sou um preso não julgado nas cadeias deste corpo. E que culpa terei eu de estar vivo num caixão?! O destino quem mo deu foi alguém sem coração ... E que culpa tem a vida deste gosto amargo e doce que uma gente desconhecida ao meu corpo sempre trouxe?! Vou pegar o meu destino como um touro em plena Praça! Mas a Glória do bovino é ser morto por ter raça! Fecho os olhos, lembro a vida, ai esquece-la quem me dera, minha ânsia consumida é só culpa do Poeta!

Ricardo Maria Louro

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠CANTIGA DE ESCÁRNIO E MALDIZER: Quando as tripas te doerem Ou tiveres diarreia O XANAX, é bom saberem, Faz passar, é boa ideia! Na farmácia Malagueira A Crispina ao balcão Dá XANAX p'ra cegueira A quem vem com comixão. Aos jantares de Natal Só lá vão os coitadinhos deixa estar que não faz mal Serão sempre pobrezinhos. Um XANAX, é bom saberem Faz passar a diarreia Quando as tripas te doerem Bota-a-Baixo, é boa ideia.

⁠Nome que é meu - Nada no mundo me prende perdi-me no sofrimento
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⁠Nome que é meu - Nada no mundo me prende perdi-me no sofrimento e quanto dói dentro da gente não saber dar tempo ao tempo! Sou como a folha caída que se perdeu do mundo inteiro sou como a flor esquecida em manhã de nevoeiro! A tristeza que me abraça dá mais voz à minha fome sou como tudo o que passa não me chamem pelo nome! Porque esse nome sem carinho foi o destino quem mo deu deixem-me Ser pelo caminho longe desse nome que é meu!

⁠Viagem - A vida é uma viagem Um retorno sem imagem
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⁠Viagem - A vida é uma viagem Um retorno sem imagem Nos espelhos do destino, É um grito sem amarras Um poema sem palavras Que vivemos no caminho. O que trago ou não trago O que canto e dou ao fado Só eu sei o quanto dói, Ver nos olhos de toda a gente O silêncio de quem sente O quanto a vida nos destrói. Visto noites e cansaços No meu corpo, nos teus braços Na distância, o teu olhar, Roda a roda do destino Acendo velas no caminho Numa pressa de te amar. Só há Fado e solidão Esta dor e um coração Nos meus olhos a bailar, E no céu da minha noite Já nem há onde me acoite Tanta estrela sem brilhar.

⁠Tremores - E eis que na solidão da praia deserta Caem águas do meu triste olhar,
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⁠Tremores - E eis que na solidão da praia deserta Caem águas do meu triste olhar, Mas essa água que me aperta Não é menos que as águas do mar. Não me lembro de existir dentro de mim Algo maior que a palavra solidão, Algo mais seco que a amargura d'um jardim Plantado junto aos portais do coração. Há uma noite enleada aos desejos de cada um, Um grito, uma metáfora de saudade, Uma vontade de comer que é jejum Que a trazemos desde o berço por piedade. E o que ser para além d'um silêncio sem destino?! Um planeta sem elipse, uma curva, Uma pedra só, pisada no caminho, Um punhal numa fonte de água pura!