Pular para o conteúdo

Frase de Manami Leticia Tamogami

Sorria sarcasticamente, mesmo após várias discussões para os quais o alcoolismo levava. Sentia ter controle sobre a situação embora mal pudesse se manter em pé. A cada dose, a felicidade ilusória tomava conta de seus relacionamentos, de seu emprego, de sua vida. Prejudicando não só a ele, mas também todos que o cercavam e dependiam de sua sobriedade. Os erros cometidos eram perdoados pela esperança da mudança que não vinha, todas suas ações eram praticadas em função do vício. As influências que começaram como farra aos finais de semana, tornou-se um hábito, todos os dias. As críticas logo passaram a ser rebatidas agressivamente, seu desgosto e raiva pelas situações cotidianas eram descontadas na bebida e posteriormente nas pessoas. O dinheiro já não sustentava o vício e as necessidades que deveriam ser priorizadas, os empregos eram instáveis e sua reputação era danificada sem chance de reparos. Não queria nada da vida, negava qualquer ajuda que não pudesse colaborar com a alegria proporcionada pelo álcool. A afeição existente da família destruída e pessoas próximas, passou a ser compaixão ou desprezo. A solidão tomou conta dos cômodos da casa, até o momento do despejo. Só então a ficha caiu, mas resolveu tomar alguns goles para amenizar o sofrimento.

Manami Leticia Tamogami

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Manami Leticia Tamogami

A displicência agregada a suposições são armas da ignorância.
A liberdade de expressão por vezes pode parecer traiçoeira. Seja livre para falar o que quiser, mas, esteja preparado para ouvir o que não quer. É fácil ser o pseudo-intelectual quando se vive em inércia ou na caverna de Platão. Argumentar com base em "doutrinação" partidária e c…
Continuar lendo

A liberdade de expressão por vezes pode parecer traiçoeira. Seja livre para falar o que quiser, mas, esteja preparado para ouvir o que não quer. É fácil ser o pseudo-intelectual quando se vive em inércia ou na caverna de Platão. Argumentar com base em "doutrinação" partidária e com o que lhe é mastigado, pela mídia tendenciosa. A acomodação é um vício perigoso, e descobrir a verdade sobre o que defende ou ataca tão arduamente, pode ser um tanto quanto doloroso. A grande maioria é massa de manobra conformada e a neutralidade tornou-se via para desistentes. O ódio é discursado pelas oposições políticas fervorosas, enquanto a verba é distribuída sem distinção para aqueles que riem da população. Esta, incapaz de interpretar uma frase, mas dona de uma razão inquestionável.

A criança decide explorar, este sendo o maior de seus hábitos em uma imensidão de cheiros e gostos. A inocência é abrigada em um corpo frágil, um ser quase recém parido, já é capaz de tantas influências: um capricho, um trocar de fraldas ou um abraço; desconhece ainda das malícia…
Continuar lendo

A criança decide explorar, este sendo o maior de seus hábitos em uma imensidão de cheiros e gostos. A inocência é abrigada em um corpo frágil, um ser quase recém parido, já é capaz de tantas influências: um capricho, um trocar de fraldas ou um abraço; desconhece ainda das malícias que aguardam. Ainda depois de muito tempo, é certo que não estará preparado, confiar em alguém neste mundo maldito é como se agarrar a uma árvore em meio à enchente, você não sabe se terá segurança ou se as raízes te jogarão novamente na correnteza. Alguém que teve tudo nas mãos não conhece a dificuldade de conquistar, sabe-se que desistir é mais fácil, jogar fora aquilo que os outros almejam não lhe acarretará problema algum. Mas quando jogado na imensidão, se apavora, não sabe lidar; quando precisa enfrentar problemas chora, ninguém vai ouvir, ninguém quer ouvir; como o pássaro engaiolado que resmunga em canções, ouvidos alheios apreciam sua dor. As regras são tomadas no café da manhã, o julgamento de certo ou errado determinados pelo ponto de vista de um cabresto, é ingerido a seco. O cotidiano se torna uma bagagem extensa, os detalhes que diferem as vezes passam despercebidos e quando não passam são classificados como insignificantes. A violência está agregada, ser corrupto algumas vezes certamente é normal, o prazer da carne ultrapassa a razão e a criança que agarrava com admiração algo distinto, agora, adulto abomina, carregando consigo uma porção incontável de desafetos. A rosa ensina, apesar de tua beleza que preenchem os olhos, quem a colhe sem pensar se surpreende com os espinhos, talvez seja necessário um ou alguns espinhos para que aprenda de fato como admirá-la, como conviver com ela. A vida é assim, sem cautela ou aviso prévio, haverão inúmeros tropeços, se acontecerão da mesma forma só depende de quem os comete. Ah, estas larvas! Seriam futuras borboletas ou para simples putrefação?

A falta de sorte é desconcertante, como um náufrago ao mar, em dias tempestuosos, nunca se sabe quando virá, e se virá à calmaria. É preciso esperar pacientemente pela virada de cada dia. A vida é frágil, pode-se dizer que em solo, as chances são similares. Mesmo mantendo tantos…
Continuar lendo

A falta de sorte é desconcertante, como um náufrago ao mar, em dias tempestuosos, nunca se sabe quando virá, e se virá à calmaria. É preciso esperar pacientemente pela virada de cada dia. A vida é frágil, pode-se dizer que em solo, as chances são similares. Mesmo mantendo tantos pensamentos positivos sobre mínimas probabilidades, a verdade quase sempre negada vem à tona. Cotidianos trazem as reincidências, acarretam problemas que são enfatizados e carregados como um fardo durante um longo período, a sanidade é perdida nesse meio, não se sabe lidar e os detalhes singelos que diferem não recebem o devido valor. No entanto, diante de um leque interminável de possibilidades, ainda assim somos surpreendidos, esta é a síntese existencial. Abalar-se é normal, mas desistir não deve ser uma escolha válida, quem vive não simplesmente existe, mas aceita constantes desafios.